sexta-feira, 18 de maio de 2012

Onde está o romantismo?



Preocupa-me muito a ausência de romantismo no mundo. Mas o que causou essa ausência? Onde foi parar o romantismo? Sinceramente, não sei. Temo que ele tenha se perdido ao longo do tempo, talvez quando as visitas do amado, tão aguardadas, foram substituídas por telefonemas, ou quando as cartas de amor começaram a ser trocadas pelos SMS, emails... Flores? Somente virtuais, sem a suavidade do toque das pétalas, sem o perfume que aguça nossos instintos, sem a beleza da realidade. E em meio a tantas artificialidades, os gestos, poderosos aliados dos amantes, também começaram a se tornar artificiais, frios, distantes. Ser romântico hoje é antiquado, é perder tempo. E nesse costume grosseiro de estar simplesmente presente de corpo, sem estar presente de alma ou coração, os homens se esqueceram das atitudes simples que conquistavam suas amadas, também pudera! Nós, ignorantes como somos, permitimos que isso acontecesse, afinal ficou mais fácil disponibilizar o corpo e desconsiderar os sentimentos. E com o tempo aqueles momentos doces que fazíamos questão de guardar com tanto afeto, aqueles beijos cheios de amor e carinho que incendiavam o coração foram desaparecendo, aos poucos. Os corações se tornaram vazios, a vida perdeu parte do sentido. E assim como os gestos ficaram artificiais, descartáveis, as relações também ficaram, sem calor, sem vida, duráveis apenas pelo tempo que se leva para começar a sentir falta do romantismo. E se o romantismo faz falta na vida, como ele foi esquecido? Talvez por vergonha de reconhecermos que nos tornamos tão fúteis. A triste conclusão a que chego é que esse caminho parece ser sem volta. Um ser tão inteligente e evoluído como o homem não tem mais tempo para ser carinhoso. O tempo é curto e a vida também. Não permitamos que essa breve vida seja vazia de amor, de carinho, de romance. Ser romântico é tão simples! Basta um gesto, um olhar, um afago. O que faz diferença é o amor que se coloca nas atitudes. Quando for olhar, olhe nos olhos, veja todo o sentimento que insiste em aparecer neles. Quando for tocar, toque o coração, não apenas a pele. Quando for beijar, se esqueça do tempo, se esqueça de tudo, permita apenas a lembrança daquilo que o fez se apaixonar pela pessoa a sua frente. Os abraços não podem ser apenas um envolver de braços, devem aproximar a alma, aquecer o amor. Assim eu garanto, aquele romantismo que se perdeu poderá encontrar o caminho de volta para nossas vidas. E enquanto isso, enquanto insistimos em nos enganar pensando que ser carinhoso não é importante, o romance vai continuar esquecido, preso naqueles doces momentos de outras épocas, roubado de nossa breve vida. Roubado por quem? Quem escondeu esse romantismo? Ou quem sabe ele foi esquecido, perdido talvez? Não sei, só peço que quem o encontrar, por favor me avise. Estou ansiosa por voltar a experimentá-lo. 

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