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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Como viver a vocação?



Comecemos por entender o que significa vocação. A origem da palavra vocação vem do latim e se refere a um “chamado”, sendo assim, na dimensão religiosa, a vocação é um chamado de Deus, um convite. Esse chamado do Pai é pessoal, cada um tem uma vocação específica dentro do Plano de Deus. Deus nos convida a vivermos uma vida de santidade e plenitude no local onde podemos ser mais úteis à construção do Reino dos Céus. A vocação é dom, graça, eleição cuidadosa, visando à realização da vontade de Deus, seja na vida laical, sacerdotal, religiosa ou familiar. "Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu vos escolhi" (Jo 15,16). Para nós, cristãos, a vocação tem um sentido mais rico e profundo que nos foi revelado pelo próprio Cristo. Pelo Batismo somos chamados a ser sal da terra e luz do mundo, sacerdotes, profetas e reis, somos chamados a sermos santos. Jesus não nos deixa desamparados, Ele dá um exemplo perfeito para seguirmos e assim viver nossa vocação, esse modelo é bem claro: “Sede santos como vosso Pai que está nos Céus é santo” (Mt 5, 48). Cristo não quer que vivamos uma vida vazia, Ele deseja que tenhamos uma vida plena e repleta de felicidade. Então para viver nossa vocação e sermos felizes basta seguir o exemplo dado por Ele, precisamos ser santos e perfeitos como o Pai, em outra palavras, precisamos agir como o próprio Cristo agiu. Viver a vocação é agir para o bem pessoal e do próximo, é ser justo, humilde, solidário e misericordioso assim como Jesus nos ensina. Sendo sal para dar um novo sabor a nossas realidades, sendo luz para iluminar o mundo e indicar a todos o caminho da salvação e sendo fermento, para transformar e modificar o mundo com nossas atitudes evangelizadoras. Não devemos pensar que precisamos mudar o mundo radicalmente de um dia para o outro, mas podemos fazer isso aos poucos, através das pequenas atitudes positivas dentro de nossa casa, de nossa comunidade, de nosso trabalho e lazer. Inclusive, essa é uma das propostas do Movimento de Cursilhos: Evangelizar os ambientes. Quando estamos empenhados no anúncio e construção do Reino de Deus, estamos exercendo nossa vocação e cumprindo a missão que Jesus nos deixou: “Ide pelo mundo e anunciai a Boa Nova a toda criatura” (Mc 16, 15).


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ultreia Setembro

A Ultreia do mês de setembro teve como mensageiro nosso querido pároco Padre Adelson. Através de uma bela mensagem sobre as Alianças entre Deus e os homens podemos relembrar o quanto Deus nos ama e se mantém fiel às Suas promessas. O criador do Céu e da Terra é aquele que mantém fielmente a aliança com seu povo e que faz de tudo para nos manter unidos a Ele. Todas as vezes que a aliança entre Deus e os homens foi quebrada, foi por causa de erros humanos. Deus em uma infinita vontade de nos ver felizes mostra seu projeto de amor e nos apresenta suas leis, de modo que o seguimento delas nos leva à felicidade. A revelação do Decálogo é dada entre a proposta da Aliança e a sua conclusão, depois que o povo se compromete a seguir e cumprir a palavra de Deus. Desobedecer a Lei é quebrar a aliança com Deus. Mas nosso Pai, cheio de misericórdia, ainda nos concede a salvação, através de Seu Filho Jesus, que conclui a Nova Aliança, somos perdoados e reconciliados com Deus. 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cursilho de Jovens

Em setembro será realizado o 14º Cursilho para Jovens da Diocese de Luz. 
O encontro masculino começará em 15/09 e o feminino em 22/09. 
É um motivo de grande alegria para todos nós Cursilhistas, afinal receberemos mais irmãos para nossa grande família! 
Peço a todos, cursilhistas e não cursilhistas também, que orem a Deus para o bom êxito do encontro. Que estejamos em oração por esses jovens que farão o encontro e por todas as pessoas que estarão lá ajudando e sendo instrumentos nas mãos habilidosas do Pai.


Abraços Decolores!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Molda-nos Senhor!

No dia 14 de setembro celebramos a festa da Exaltação da Santa Cruz, que para nós cristãos representa a vitória de Cristo sobre a morte. A cruz é o maior símbolo de nossa Fé, foi por meio dela que fomos salvos. Ela recorda o Cristo crucificado, seu sacrifício, seu martírio resultante do imenso amor que mantinha por nós. E esse mesmo amor que recebemos por parte do Pai deve ser para nós a razão de nos permitirmos ser moldados por suas mãos tão amorosas. Fundamentado nessa relação de amor, o Grupo Santo Antônio realizou a Ultréia do mês de setembro. Refletindo um pouco sobre a pessoa que foi São José, acreditamos que ele, assim como Jeremias, se deixou moldar pelas mãos do Pai quando aceitou a missão de cuidar do Filho e da Mãe de Deus. Cuidar é olhar através, estar junto, proteger a pessoa cuidada, amparar nas necessidades. São José teve a ousadia e a Graça de cuidar de Jesus Cristo, o que só conseguiu por se permitir ser moldado por Deus, ser um instrumento em suas mãos. O amor gratuito que recebemos do Pai é libertador. Somos realmente livres, livres para amar com o mesmo amor que nos liberta. No entanto essa liberdade exige de nós oblação, silêncio e muita oração. Mas a oração não nos permite ser acomodados, precisamos orar e buscar uma mudança positiva para nós. Quando permitimos ser talhados pelas mãos de Deus, experimentamos uma mudança lenta, mas contínua. Todas as vezes que procuramos conhecer e vivenciar os ensinamentos da Palavra de Deus, estamos sendo moldados e melhorados, somos afastados do pecado mortal. Deus nos molda e retira todos os excessos, todas as falhas que poderiam corromper o vaso sagrado que somos. Os Sacramentos são os detalhes do Criador que enriquecem e modificam a obra-prima, eles levam Jesus para nossa vida, sendo sinais de sua misericórdia e fontes de libertação. O vaso sagrado que é nossa vida constantemente fica vazio. É uma saudade do divino, daquele que o criou. Essa ausência de Deus só pode ser preenchida pela presença Dele, pois Dele viemos, a Ele pertencemos e para Ele vivemos. Só conseguiremos diminuir essa saudade estando constantemente em busca do Pai, orando e agindo em busca de uma santidade que nos permita viver em sua Graça. O desafio está posto, mas não é fácil, precisamos ser persistentes. Nossa Fé não permite o comodismo, o Deus da Sagrada Escritura incomoda, questiona, desafia. Ele nos provoca a sairmos de nós mesmos e irmos em busca da Terra onde somos livres, a Terra Prometida: o Reino de Deus. É preciso vivermos o êxodo em nossa vida, sair da escravidão em busca da Liberdade. Para isso devemos conhecer e viver o Evangelho, pedir a Deus o discernimento para distinguir o que é a vontade de Dele e o que é capricho nosso, deixarmos nos moldar pelas mãos benditas do Pai, abandonar a resistência que nos impede de ser um vaso novo. Deus é o oleiro perfeito, que está pronto para curar, renovar e fazer de nós vasos livres para amar e servir. Basta reconhecermos que somos barro nas mãos do oleiro, como fez Isaías: “Mas agora, Senhor, tu és o nosso pai; nós somos o barro, e tu és o nosso oleiro; todos nós somos obra de tuas mãos.” Molda-nos Senhor, conforme tua vontade! Eis o convite e o desafio...
 

O Movimento de Cursilhos de Cristandade




O Movimento de Cursilhos ou “a obra dos Cursilhos”, como se conhecia, teve seu início no singular contexto social, econômico, político e religioso da Espanha nas décadas de 1930-1940. A iniciativa foi da Juventude da Ação Católica Espanhola (JACE) da Diocese de Palma de Maiorca (Ilha de Maiorca, Espanha), motivada por seus assistentes eclesiásticos e por seu Bispo, D. Juan Hervás. Era realizada uma grande peregrinação que levava milhares de jovens a Santiago de Compostela. Havia “cursillos” ou pequenos cursos preparatórios à peregrinação, ministrados aos jovens por toda a Espanha. Os cursilhos continuaram a ser desenvolvidos, mas com outro direcionamento. Em 1953, na 15ª Assembléia Geral da JACE, D. Hervás deu àqueles “cursillos” o nome Cursilho de Cristandade: “... felicitação, sobretudo, por estes abençoados ‘cursilhos de Cristandade’, que têm a sorte, como Jesus Cristo, de ser ‘sinal de contradição, postos para tropeço e contradição de muitos’...”. Marcado por sua origem “peregrinante”, o MCC guarda, ainda hoje, algumas expressões típicas, como por exemplo, “Ultreya” (ir mais adiante, caminhar mais além com entusiasmo) e “Guia do Peregrino” (pequeno livro de orações). 
O objetivo central do MCC é anunciar o Evangelho através de um método próprio - o querigmático-vivencial. O patrono do MCC é São Paulo Apóstolo, um observador rigoroso da religião e estudioso das Sagradas Escrituras, que logo depois de sua conversão, viveu em função do anúncio do Evangelho.



(Fonte: www.cursilho.org.br/ )