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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Sorte

 "Eu te amo Giovana, você tem muita sorte de ter um irmão como eu" 

Palavras Do Tiago, ditas para a Giovana.


Mal sabem vocês que eu sou a sortuda por ter vocês como filhos. Presenciar essa delicadeza, essa simplicidade das crianças é sorte, ou mais provavelmente: Graça de Deus.... 

Que Deus os abençoe e conserve esse amor e carinho! É dessa simplicidade que o mundo precisa!

Por que ter filhos?

Qual o sentido de sonhar uma vida para nossos filhos enquanto ainda são gerados em nosso ventre para depois de nascer eles já terem que enfrentar um mundo de frustrações? É lindo acompanhar cada descoberta, as mãos que se transformam em brinquedos, os brinquedos que se transformam em personagens, os personagens que ganham vida, a vida que muda a cada dia. É lindo acompanhar isso e ter o prazer de pensar: eu ensinei, eu participei de tudo.

Mas aí eles crescem e já não precisam mais de nós. "Mamãe eu não preciso da sua ajuda, eu já sei me vestir sozinho". E uma simples frase de uma criança de 5 anos faz nascer em nós um sentimento de impotência tão forte que nos faz pensar se já acabou nosso trabalho. Como assim? Você é uma criança! Ontem mesmo você era um bebê que segurava minha mão como se isso fosse a coisa mais importante do mundo. Ainda  ontem você corria para meus braços em busca de um sopro que iria sarar seus machucados instantaneamente. Você não pode ter crescido tão rápido. Mas você cresceu e continua crescendo. Louvo e agradeço a Deus por isso. Mas e eu? Como fico? Ao lado, vendo tudo acontecer. E penso que isso deve fazer parte do milagre que é trazer uma vida ao mundo: gerá-los e criá-los para conseguir lidar com esse mundo louco em que vivemos. E que péssima mãe eu seria se não o preparasse para isso, se não o ajudasse a ser independente, se não o ensinasse que eu estarei ali mesmo que ele não precise mais da minha ajuda. Meu amor por você é uma mistura de sentimentos, conflitantes na maior parte do tempo. Queria poder te segurar pra sempre assim, como meu pequeno filho que quase não cabe no meu colo. Mas quero te ajudar a descobrir como usar suas asas e poder explorar tudo de bom que o mundo tem a te oferecer. Voe meu filho, mas não tão logo, não sem a mamãe poder aprender a lidar com a altura que você pode atingir.


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Carta para o Tiago


Um fato sobre mim: eu adoro escrever! Especialmente sobre como eu me sinto em relação a tudo. Creio que as palavras escritas tem um poder de permanecer apesar do tempo. Às vezes a memória falha, em outras as emoções entram em conflito e frequentemente acho difícil verbalizar um sentimento.
Eu já desejava escrever para você desde o momento em que eu soube que você foi gerado, mas esperei. Esperei porque sua chegada foi um divisor de tempo: como eu era antes de você e como eu sou depois de você nascer. Muitas coisas aconteceram e me fizeram mudar de opinião incontáveis vezes. Nenhum filho é igual ao outro e sua gestação também não seria igual a minha primeira. Eu já era mãe antes de você, mesmo que eu tenha experimentado a gravidez por um tempo curto demais a meu gosto. Para mim a maternidade começou aí, com um filho que infelizmente eu não tive o prazer de conhecer, mas que me ensinou algumas alegrias e dores de ser mãe.
Eu pensava que ser mãe era algo natural, que acontece de forma amena, um novo ser que chega e preenche um espaço que surgiu por nossa própria vontade. O amor já existia desde o princípio, mas era um amor sossegado, uma ternura por alguém que eu ainda não conhecia. Eu ainda não tinha formado em minha mente o significado de instinto, de proteção, pois você estava dentro da minha barriga. A ideia de algo ruim acontecer com você era simplesmente absurda, era como se você estivesse sempre atrás de um escudo impenetrável, que te protegia de tudo mas que me permitia sentir seus movimentos dentro de mim. A gestação foi uma fase maravilhosa, tranquila, uma espera boa. Eu só não imaginava o quanto você iria me mudar.
Quando você nasceu a primeira sensação que tive foi de que o escudo havia sumido. O amor sossegado se transformou em um amor constantemente preocupado. Aí eu compreendi o que é instinto de proteção. Eu não escolhi ser o tipo de mãe que eu sou. Até hoje me pego pensando como teria sido se eu conseguisse ser uma mãe mais relaxada, menos preocupada com açúcar e alimentação saudável, sem tanto medo de que algo ruim pudesse te acontecer e sempre chego a uma conclusão: eu nunca vou saber como teria sido porque não foi uma escolha minha ser assim. Foi um instinto. Foi meu amor extremamente preocupado. Eu mudei minha própria alimentação para que você não sentisse cólicas após a amamentação. Eu deixei de fazer inúmeras coisas para que eu estivesse sempre disponível para você e suas necessidades. Seu pai se dedicou integralmente a ser o melhor pai do mundo. Eu e seu pai não sabemos mais o que é dormir uma noite toda. Meus sentimentos foram seriamente abalados por você. Eu descobri como sou uma pessoa insegura. Eu me vi várias vezes desejando voltar no tempo e te ter novamente dentro da minha barriga, atrás do meu escudo. Não era preciso muito para me fazer sentir que eu era a pior mãe do mundo, mesmo quando eu tinha tentado ser a melhor. Mas não te digo isso com mágoa ou como cobrança, com certeza não. Ninguém pediu para que eu fizesse isso, fiz porque isso me parecia o certo a fazer. Se existe um argumento que a maioria das mães vai usar em própria defesa é este: fizemos o que julgamos ser o melhor em cada situação. E sempre com muito amor! Ter filhos nos ensina que é possível amar uma pessoa 100% do tempo, mesmo quando essa pessoa erra ou insiste em nos desafiar. Apesar de tudo, ou por causa de tudo, depois de você nascer foi a época da minha vida em que me senti mais amada. Um amor totalmente desinteressado, puro e verdadeiro que vinha de você. Eu podia senti-lo em cada sorriso seu, no seu olhar, no som dos seus passinhos quando você corria para se atirar em meus braços e me prender com suas mãozinhas em um abraço delicioso. Eu sou muito grata por ter conhecido esse amor e espero que um dia você também possa experimentá-lo! E quero estar do seu lado para ver acontecer!
A cada dia que passa eu vejo o resultado de todo e qualquer esforço. Você está crescendo cheio de saúde e vida, descobrindo o mundo e enchendo nossa vida de significado! Você é uma pessoa que sempre esbanjou vitalidade e disposição para aproveitar cada instante! Apesar de minhas falhas e graças aos acertos, eu me alegro em perceber que a felicidade é uma constante em sua vida! E ver você feliz é a maior retribuição que o meu coração poderia desejar! Eu te amo filho! E não há nada no mundo, em nenhum momento, capaz de mudar isso.
Com amor, sua mãe! 
Katia Cristina Sousa Santos

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Falando em descriminalização do aborto...

‘Isso não é um bebê. É um aborto!’: a tragédia de bebês nascidos vivos durante a prática do aborto

A matéria é um pouco antiga e com certeza não foi ela que me fez ser contra o aborto, nunca fui favorável à prática. Mas a leitura do texto só me fez pensar ainda mais nas crianças abortadas, pois é o que são: crianças retiradas do ventre de suas mães. Aliás, tenho que me corrigir, não sei se é correto dizer "retiradas do ventre de suas mães", não acredito que a mulher que se submete livremente ao aborto pode ser considerada mãe. Talvez essa mulher abriu mão do título, ela claramente se recusou a ser mãe quando optou por tirar a criança de seu ventre. Mas não quero julgar (mesmo que o faça em meu coração) essas mulheres, eu não posso julgá-las, não tenho esse direito. Deus nos deu sim o livre arbítrio para escolhermos e decidirmos o que quisermos. Mas acredito que o poder de escolha se limita ao que diz respeito somente a nós mesmos, a partir do momento em que vivemos em sociedade as nossas escolhas interferem na vida de nossos semelhantes. Aí está uma das razões que me faz ser contra o aborto: acredito que não tenho o direito de impedir alguém de viver. Mas e quando esse alguém foi gerado contra a vontade da mulher? Podem me dizer que foi estupro, que a camisinha furou, que a pílula não fez efeito, que a mãe corre risco, podem dizer que a criança tem um problema de saúde que vai matá-la de qualquer forma... A criança também não pediu pra ser gerada, mas aconteceu. Aí está a principal razão de eu ser contra o aborto: a criança. Não consigo pensar que alguém tenha coragem de matar um bebê, embrião ou feto. Independente da quantidade de dias ou semanas, eu acredito que é uma criança. Indefesa. 
Dói em meu coração pensar nas crianças que foram impedidas de viver. Eu choro por crianças que nunca conheci e que ninguém vai conhecer, porque foram privadas do direito de viver. Então penso: se essas mulheres mudassem de ideia, se esperassem as crianças nascerem, será que ainda iriam desejar ter abortado ao ver aquelas pequenas mãos tentando segurar alguma coisa? Iriam desejar ter abortado quando olhassem aquela boquinha sem dentes tentando esboçar o primeiro sorriso? Ou quando o bebê parasse de chorar apenas por sentir o cheiro ou a presença daquela que permitiu-lhe viver? 
É preciso muita coragem pra ser mãe e é preciso muita coragem pra não ser. Ao decidir abortar, a mulher está se libertando da prisão que é ser mãe. Porque ser mãe é isso, é viver aprisionada a uma barriga que cresce por várias semanas trazendo desconforto e dores por todo lado. É preocupar-se 100% do seu tempo com o bem estar daquela criança que chegou. Ser prisioneira de brincadeiras sem fim mesmo quando já anoiteceu. É ser a Mulher Maravilha, mais forte e mais rápida que todos; ou a fada que cura qualquer ferida com um beijo; ou ainda a malvada que obriga a calçar chinelos e a comer verdura, mas é sempre a malvada favorita. Ser mãe é morrer de amor todos os dias, independente do tempo que durar a vida que trouxemos ao mundo. É preciso muita coragem pra ser mãe e é preciso muita coragem pra não ser. 
Eu sei que a descriminalização do aborto não obriga a mulher a abortar, a escolha ainda é dela, apenas facilita a prática já que não será mais ilegal. 
Mas é preciso defender a vida, especialmente a vida dos indefesos. E é por causa deles que eu choro.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Não deixe de ser você

"Não deixe de ser você"
Venho pensando muito sobre isso. Não me permitir ser eu mesma é viver em uma prisão. Os momentos em que mais sofro são aqueles em que me obrigo a fazer as coisas para tentar ser aceita, para agradar. Sofro porque não é natural para mim, acho difícil fingir que estou feliz fazendo algo que não me deixa confortável. Deixar de ser eu mesma me dói. Preciso aprender a me libertar.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Greve?

Sou favorável aos meios pacíficos de manifestação contra os abusos cometidos por governos e autoridades. Aqui não me refiro a nenhum partido em especial, pois acho que já fomos "roubados" por todos, acredite, eu adoraria estar errada, mas pela presente situação, tudo indica que os "corruptos" só mudaram de nome e de camisa. E se isso aconteceu, foi com nosso consentimento e graças ao nosso voto. Mas acredito que é possível mudar. É preciso sim cobrarmos nossos direitos se estamos cientes de que eles estão sendo desrespeitados. E se essa cobrança é feita sem violência, com diálogo e baseada no que é justo, tem meu apoio. Não é só o combustível que está caro, é também a saúde, a segurança e muito mais. Estão caros porque, a meu ver, pagamos pela prestação de um serviço que está sendo mal feito. Enquanto não nos mobilizarmos nada vai mudar, a conta não vai abaixar. E se está ruim a culpa também é nossa, sim, erramos ao nos calar diante de tanta coisa errada. Mas não precisa ser sempre assim, podemos mudar! Devemos nos manifestar, seja nos informando melhor pra votar certo ou seja parando os caminhões nas rodovias, os mesmos que acabaram de entregar aquela SmartTV lindíssima de tela gigante que você acabou de comprar pra ver a Copa.
Não adianta ser patriota só no estádio ou em frente à TV torcendo para que o Brasil seja Hexa, enquanto no Brasil o povo sofre por tantas razões.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Palestra da Dra Filó no Colégio Santo Antônio em 2018



Áudio gravado nas dependências do Colégio Santo Antônio, em Belo Horizonte-MG, no dia 22 de fevereiro de 2018, em palestra da Dra. Filomena Camilo do Vale, conhecida como Dra. Filó.
Na palestra, ela abordou a importância dos pais no acompanhamento próximo dos filhos(as), sobretudo no mundo de hoje, que é cercado pela tecnologia. Unindo aspectos práticos da medicina com a dimensão espiritual, Dra. Filó, além de pediatra, é pregadora da Paróquia Nossa Senhora Rainha. Sua trajetória religiosa é fruto de anos de estudos bíblicos com as Irmãs Paulinas e suas palestras e pregações cativam milhares de pessoas. Vale a pena ouvir!


Fonte: Canal do Colégio Santo Antônio no Youtube, segue link https://www.youtube.com/channel/UCAJFQhHTBdgIJIqXSHAq2aw

Site do Colégio Santo Antônio: www.colegiosantoantonio.com.br

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Um grito de socorro

Vivemos hoje em uma sociedade interativa. Nunca tivemos em outras eras conexões de noticias e informações tão rápidas como temos hoje. Podemos nos comunicar com qualquer lugar do mundo em poucos segundos sem ter que estar conectados a um aparelho fixo ou a um fio, pois hoje o serviço de telefonia móvel nos propicia este luxo: estar conectado com o mundo em qualquer hora e lugar. O mais engraçado é que com toda esta interatividade, vemos pais, mães e filhos que sabem tudo que se passa no mundo, se comunicam com tudo e com todos, mas não sabem o que se passa dentro de suas casas, pois na maioria das vezes não se comunicam entre si. Há uma grande maioria de famílias hoje que já não se encontram para fazer as refeições juntas, conversar então nem pensar. Somos mestres na comunicação “online”, mas somos um desastre para uma comunicação pessoal “olho no olho”.
Vivemos em uma época em que em alguns lares os pais estão abrindo mão do papel de educar seus filhos e estão como que terceirizando a educação dos filhos. Alguns estão passando este papel para as escolas, outros para as creches e outros até para os meios de comunicação social. Notadamente a internet hoje é de longe o meio mais usado. Hoje pelas chamadas “redes sociais” é possível saber tudo da outra pessoa sem que jamais se encontrem pessoalmente e é aí que também mora o perigo. Pois é um meio muito rico, mas que também esconde muitos perigos. Com a terceirização da educação dos filhos parece estar ocorrendo um fenômeno interessante, para se justificar as ausências vemos pais abrindo mão da sua autoridade de pai e mãe e assumindo mais a função de “amiguinhos” dos filhos. Com essa inversão de papeis os filhos estão ficando sem um referencial de autoridade. Vemos casos de pais que querem ter a aparência jovem e neste contexto ao sair com o filho fica difícil de saber quem é o pai e quem é o filho. Também conhecemos casos de filhas que ao saírem com as mães acabam tendo que disputar o seu namoradinho com a sua própria mãe. Chegamos ao cúmulo de alguns pais hoje não aceitarem ser chamados de “senhor/senhora” e de até alguns pais que se tornam avós não aceitarem ser chamados de “vovô/vovó” exatamente por não se admitirem estar ficando velhos ou experientes, como preferirem.
Estamos em uma sociedade violenta e por vezes insegura. Por isso vemos crianças de 10 anos de idade com aparelhos tecnológicos como smartphones, tabletes e notebooks em nome de uma pretensa segurança e para facilitar a comunicação. Com a ausência dos pais e com esta lacuna de presença e autoridade concreta, surgem perigos obscuros da rede que até pouco tempo se limitava a tomar cuidado com o acesso de “sites impróprios para menores de 18 anos”. Hoje temos o risco de aliciamento de menores para exploração sexual infantil, envio de fotos que recebem o nome de “nudes” e também chegamos aos jogos de computador. Nesse ultimo, temos relatos de jovens e até de adultos que passam dias e até semanas trancados jogando em um quarto sozinhos e isolados de tudo e de todos. Nestes últimos dias o grande terror das redes de noticias e também das rodas de conversas entre vizinhos tem sido o jogo “Baleia Azul”. A inquietação que fica é como a pessoa não é capaz de distinguir a realidade da ficção chegando ao ponto do suicídio. Apenas ingenuidade ou uma depressão que os pais não desconfiaram e acabou ficando sem tratamento?
Na experiência vocacional temos visto que os jovens de maneira geral têm deixado as congregações religiosas tradicionais e preferido procurar e ingressar em “Comunidades de Vida e Aliança”. Uma das práticas nestas comunidades é logo na chegada, ao iniciar o ano, o superior da casa vai ajudar o recém-chegado a desfazer as suas malas. Ao fazer isso acontece a seleção que consiste em ver o que é realmente necessário para a pessoa, quantas calças, quantas camisas e por aí vai. E os jovens aceitam e acha isso o máximo. Se antes ele tinha um quarto só para ele com banheiro, computador, celular a vontade, na comunidade ele vai dividir o quarto com até cinco pessoas, não terá computador pessoal e o uso do celular é monitorado pelo superior da casa. Nunca vi nenhum reclamando por passar a ter limite na vida.
 A título de conclusão.
Acredito que é importante os pais serem amigos dos seus filhos. Mas existem momentos em que eles precisam da figura do pai e da mãe. Ainda é tarefa fundamental dos pais ensinarem os valores fundamentais de uma convivência madura e sadia na sociedade. É tarefa dos pais ensinarem aquelas expressões mágicas que cabem em qualquer lugar: Por favor, Muito Obrigado, Com a sua licença, Bom Dia, Boa Noite. A importância dessas palavrinhas se aprende em casa, não na escola. A escola vai ensinar o seu filho a ler, escrever e interpretar. Como é triste receber o desabafo e até mesmo as noticias de alunos que agridem os professores dentro das salas de aula. E para mim o mais triste ainda é ver noticias que dizem que o pai e/ou a mãe foram na escola e também agrediram ou humilharam o professor do filho por que este tirou uma nota ruim. Ainda que o professor estivesse errado, poderíamos civilizadamente sentar e dialogar, mas muitas vezes o que se sabe é que o aluno não estudou, só ficou na televisão ou nos joguinhos de internet e agora quer ter uma boa nota por que isso pode desestimular o menino, sinceramente não dá pra acreditar. No campo religioso, sentar junto para fazer as refeições, ensinar a rezar as primeiras orações. A devoção pessoal e o hábito de rezar se aprende em casa, não na catequese da paróquia. A catequese da paróquia com a sua estrutura vai tentar incutir um pouco de doutrina na vida dos catequisandos. Hoje por causa de maridos e esposas descontrolados, criou-se a “Lei Maria da Penha”. Por causa de pais descontrolados criou-se a “Lei da Palmada”. Mas gosto sempre de lembrar pai e mãe: por mais que vocês sejam exigentes com seus filhos, por mais que as vezes vocês até cheguem a dar uma “palmada” no filho quando e/se necessário, vai doer bem menos que as chineladas e as pancadas da vida, e contra estas não existe apelo para a “Lei da Palmada”.
Pais sejam amigos dos seus filhos, brinquem, conversem sejam companheiros. Mas lembre-se, chega um momento que ele precisa da presença do pai e da mãe, aqueles que são amigos mas que também falam sério, chamam atenção e colocam limites.     

Autor: Padre Marco Ruas 
Reitor do Seminário Diocesano
Nossa Senhora da Luz/Propedêutico

sábado, 8 de abril de 2017

sábado, 11 de março de 2017

Palestra da Dra. Filó no Colégio Santo Antônio em 2017



















Áudio gravado nas dependências do Colégio Santo Antônio, em Belo Horizonte-MG, no dia 23 de fevereiro de 2017, em palestra da Dra. Filomena Camilo do Vale, conhecida como Dra. Filó.
Na palestra, ela falou sobre os desafios da infância, da criação, da alimentação saudável, da relação entre pais e filhos e também fez uma reflexão sobre o papel dos pais e professores no desenvolvimento das crianças. Vale a pena ouvir!




Fonte: Canal do Colégio Santo Antônio no Youtube, segue link https://www.youtube.com/channel/UCAJFQhHTBdgIJIqXSHAq2aw

Site do Colégio Santo Antônio: www.colegiosantoantonio.com.br

sábado, 4 de abril de 2015

Lembrando de uma promessa

Grávida....
Enorme...
Ganhando muito peso e rapidamente...
Coração crescendo proporcionalmente...
Emoções em conflito....
Lágrimas por tudo e por nada...
E uma promessa...
Pensando nisso refleti sobre os motivos que levaram o padre Adelzire a me fazer aquele pedido. Acho que nunca vou saber. Mas vendo o excesso de exposição ao qual as pessoas estão se submetendo, creio que o pedido do padre pode me servir de alerta. Será que vale tanto a pena mostrar ao mundo cada pequena coisa que acontece em nossa vida? Por que não mostrar nossas alegrias em primeiro lugar para Deus? Será que não devíamos nos ocupar em viver mais e deixar a memória guardar algumas lembranças só para nós? Ainda tenho muito a pensar sobre isso.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Vamos à festa?


Fim de ano. As festas e comemorações tomam conta de nossos diálogos e de nossas preocupações. Nessa época é comum as pessoas se perguntarem: que roupa vou vestir para passar o reveillon? Qual penteado vou fazer? Eu tenho uma sandália que combine? Questionamentos comuns quando se trata de qualquer tipo de festa, por mais simples que seja. Ao sermos convidados para uma comemoração sempre nos preparamos bem, gastamos com roupas novas, nos vestimos conforme exigem as regras de etiqueta, dependendo, até compramos presentes! Nada contra. No entanto, raramente ouvi os mesmos questionamentos e preocupações quando nos referimos à festa mais sublime que temos o prazer de participar tantas vezes quanto quisermos, sem necessidade de convite. Que festa é essa? A Missa. Concordo que é uma comparação injusta. Mas serve se quisermos analisar o quanto as pessoas dão pouco valor a celebração mais importante de nossa fé. Quando nos preparamos para uma festa pensamos na roupa adequada para a ocasião: tecidos nobres e terno escuro quando o convite informa que o traje é passeio completo. Escolhemos cuidadosamente os acessórios, para não exagerar. Se vamos a uma comemoração na casa de algum amigo, é gentil levar algum mimo para o anfitrião.  Planejamos tudo, aliás, quase tudo, só não pensamos na hora de voltar para casa, afinal festa tem que ser aproveitada até o último segundo. Verificados todos os detalhes e após muitas idas ao espelho, pronto, vamos à festa! Já quando vamos à missa, parece que a preocupação não é tão grande. Roupas novas? Que nada! Pode ser uma que já esteja no guarda-roupa mesmo! Há que se considerar sorte quando ao menos as pessoas escolhem roupas decentes para irem à missa, afinal já vi muita gente usando roupas completamente inadequadas. Alguns podem dizer: “As roupas não representam meu caráter”, ou “Deus não se importa com a roupa que estou”. Ok, nosso caráter vai além do comprimento do vestido e Deus realmente está preocupado com coisas mais importantes do que bermudas. Mas considerando que estamos em um local com várias outras pessoas, devemos no mínimo ter respeito pelo próximo e nos preocuparmos sim com o que estamos vestindo, dedicar ao menos o mínimo de tempo para se arrumar adequadamente para ir até a casa de Deus. E ao chegar lá, mostrar a mesma disposição que teríamos em uma festa para permanecer animados, alegres e envolvidos com o que está acontecendo. Nada de cara feia ou de ficar “escorando” em qualquer canto. Se em uma comemoração levamos algo para quem a está organizando, para a missa também devemos levar um agrado ao dono da festa, a vantagem é que não precisamos gastar nada, o que Deus espera de nós é um coração limpo e com espaço para que Ele o preencha. E a hora de ir embora? Se estamos em uma balada, não há preocupação em ir para casa. Já quando estamos à missa, qualquer coisa é desculpa para se apressar a ir embora, até mesmo um compromisso inventado de última hora. E quando a festa é boa nos certificamos de contar ao maior número de pessoas todos os detalhes da festa, cada comentário hilário que surgiu e cada momento que passou, às vezes até para causar inveja aos que não compareceram. Deveríamos ter a mesma atitude depois da missa e contar a todos o quanto estava bom, repetir todas as palavras de vida que foram proferidas, de modo que os demais se sintam com vontade de participar também. Não entendam isso como uma crítica a quem é vaidoso ou aos que gostam de festas, mesmo porque eu também gosto. É só um alerta para começarmos a nos preocuparmos e nos prepararmos igualmente para a festa mais importante. E então, vamos à festa? 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Onde está o romantismo?



Preocupa-me muito a ausência de romantismo no mundo. Mas o que causou essa ausência? Onde foi parar o romantismo? Sinceramente, não sei. Temo que ele tenha se perdido ao longo do tempo, talvez quando as visitas do amado, tão aguardadas, foram substituídas por telefonemas, ou quando as cartas de amor começaram a ser trocadas pelos SMS, emails... Flores? Somente virtuais, sem a suavidade do toque das pétalas, sem o perfume que aguça nossos instintos, sem a beleza da realidade. E em meio a tantas artificialidades, os gestos, poderosos aliados dos amantes, também começaram a se tornar artificiais, frios, distantes. Ser romântico hoje é antiquado, é perder tempo. E nesse costume grosseiro de estar simplesmente presente de corpo, sem estar presente de alma ou coração, os homens se esqueceram das atitudes simples que conquistavam suas amadas, também pudera! Nós, ignorantes como somos, permitimos que isso acontecesse, afinal ficou mais fácil disponibilizar o corpo e desconsiderar os sentimentos. E com o tempo aqueles momentos doces que fazíamos questão de guardar com tanto afeto, aqueles beijos cheios de amor e carinho que incendiavam o coração foram desaparecendo, aos poucos. Os corações se tornaram vazios, a vida perdeu parte do sentido. E assim como os gestos ficaram artificiais, descartáveis, as relações também ficaram, sem calor, sem vida, duráveis apenas pelo tempo que se leva para começar a sentir falta do romantismo. E se o romantismo faz falta na vida, como ele foi esquecido? Talvez por vergonha de reconhecermos que nos tornamos tão fúteis. A triste conclusão a que chego é que esse caminho parece ser sem volta. Um ser tão inteligente e evoluído como o homem não tem mais tempo para ser carinhoso. O tempo é curto e a vida também. Não permitamos que essa breve vida seja vazia de amor, de carinho, de romance. Ser romântico é tão simples! Basta um gesto, um olhar, um afago. O que faz diferença é o amor que se coloca nas atitudes. Quando for olhar, olhe nos olhos, veja todo o sentimento que insiste em aparecer neles. Quando for tocar, toque o coração, não apenas a pele. Quando for beijar, se esqueça do tempo, se esqueça de tudo, permita apenas a lembrança daquilo que o fez se apaixonar pela pessoa a sua frente. Os abraços não podem ser apenas um envolver de braços, devem aproximar a alma, aquecer o amor. Assim eu garanto, aquele romantismo que se perdeu poderá encontrar o caminho de volta para nossas vidas. E enquanto isso, enquanto insistimos em nos enganar pensando que ser carinhoso não é importante, o romance vai continuar esquecido, preso naqueles doces momentos de outras épocas, roubado de nossa breve vida. Roubado por quem? Quem escondeu esse romantismo? Ou quem sabe ele foi esquecido, perdido talvez? Não sei, só peço que quem o encontrar, por favor me avise. Estou ansiosa por voltar a experimentá-lo. 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mulheres

"Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.

Pare para refletir sobre o sexto-sentido.
Alguém duvida de que ele exista?

E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?

E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?

E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não leva. O que acontece?
O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
"Leve um sapato extra na mala, querido.
Vai que você pisa numa poça..."
Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado...

O sexto-sentido não faz sentido!

É a comunicação direta com Deus!
Assim é muito fácil...
As mulheres são mães!

E preparam, literalmente, gente dentro de si.
Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal?

E não satisfeitas em ensinar a vida elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.
Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"...

Tudo isso é meio mágico...
Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança).

As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravazam?

Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...

É choro feminino. É choro de mulher...

Já viram como as mulheres conversam com os olhos?

Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar.
Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar.
E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.
Quantos tipos de olhar existem?

Elas conhecem todos...

Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens!
E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.

EN-FEI-TI-ÇAM !

E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas?
Para estudar os homens, é claro!
Embora algumas disfarcem e estudem Exatas...

Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro".
Quer evidência maior do que essa?
Qualquer um que ama se aproxima de Deus.
E com as mulheres também é assim.

O amor as leva para perto dEle, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres confundem sexo e amor.
E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida.
Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo.
Mas elas são anjos depois do sexo-amor.
É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos.
E levitam.
Algumas até voam.
Mas os homens não sabem disso.
E nem poderiam.
Porque são tomados por um encantamento
que os faz dormir nessa hora."


Luís Fernando Veríssimo

sexta-feira, 18 de março de 2011

A força da humildade


O verdadeiro trabalho em equipe busca a realização do trabalho através da soma dos esforços de cada um. E isso só é possível quando temos em mente que sozinhos não somos capazes de nada, somente quando nos unimos com humildade e força de vontade conseguimos realizar algo grandioso.

A força da humildade

 “Segundo os hebreus, humildade é modéstia e reconhecimento, oriunda da palavra hebraica "hoda'a", que significa dizer "muito obrigado" a Deus. A humildade, ao contrário do que muitos pensam, não é depreciar a si mesmo, mas justamente o inverso; é a aceitação plena dos próprios defeitos e qualidades sem a necessidade de se exibir para conquistar algum mérito. Na natureza, como todos sabem, tudo se transforma. Temos um grande exemplo de humildade quando as folhagens, frutos, animais mortos e troncos se decompõem, voltam para a terra em forma de adubo orgânico, nutrindo toda a vida à sua volta. Sob este prisma, cada um de nós, um dia, terá com certeza a sua oportunidade de ser humilde. Mas no dia a dia, a verdadeira humildade deve ser praticada a todo instante. A humildade é a coragem de assumir que "posso estar errado" e exige a responsabilidade de aprender com as experiências e conhecimentos disponíveis ao seu redor. Segundo a filosofia judaica, se a tolerância é o motor da vida, a humildade é o seu combustível. Humildade também é aceitar que não somos perfeitos tanto quanto o outro e por isso não podemos julgar indiscriminadamente as pessoas ao nosso redor. Segue algumas atitudes diárias que desenvolvem a humildade: 
1 - Admitir que você não é o dono da verdade e que não sabe tudo.
2 - Ouvir os outros com atenção, pois qualquer pessoa pode lhe ensinar alguma coisa.
3 - Não confundir humildade com humilhação;
4 - Coragem! Humildade não é para covardes e fracos, somente os fortes conseguem ser humildes.
5 - Enxergar os pontos fortes e não somente os fracos das pessoas ao seu redor.
6 - Ter sensibilidade para perceber e disponibilidade para servir.”


                      Artigo publicado na Revista Motivação de Set/09 da Editora Quantum

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A favor do aborto? Espero que não.

Considero o aborto um ato de extrema violência contra a vida humana. Sei que existem inúmeras pessoas que defendem essa prática por diversas razões, mas penso que nunca é tarde para tentar mostrar a essas pessoas que elas estão defendendo um crime.
Talvez não conheçam Bernard Nathanson, o célebre médico que se converteu em um incansável líder pró-vida após realizar 75 mil abortos, e que faleceu esta segunda-feira 21 de fevereiro em Nova Iorque vítima de câncer. Nathanson, de 84 anos de idade, foi um dos mais ativos promotores da legalização do aborto nos Estados Unidos e um dos fundadores da Liga de Ação Nacional pelo Direito ao Aborto em 1969 e praticava tantos abortos por dia que seus colegas o batizaram como “o rei do aborto”. No final da década de 70 graças ao uso da ultra-sonografia se convenceu de que o aborto era o assassinato de um ser humano e começou seu caminho de conversão. Em 1984 obteve que um amigo médico gravasse o ultra-som de um aborto e a partir desse material realizou o hoje famoso documentário “O grito silencioso” que revela a verdade sobre esta prática anti-vida e assegura que não há justificação alguma para assassinar um não-nascido. Nathanson, que admitiu ter feito o aborto de um filho seu, atravessou um longo e intenso caminho espiritual no qual deixou de considerar-se um “judeu ateu” para abraçar a fé católica. Recebeu os sacramentos de iniciação cristã em dezembro de 1996 em uma cerimônia presidida pelo falecido Arcebispo de Nova Iorque, Cardeal John O’Connor.
“Durante dez anos, passei por um período de transição. Senti que o peso de meus abortos se fazia mais oneroso e persistente, pois despertava cada dia às quatro ou cinco da manhã, olhando à escuridão e esperando (mas sem rezar ainda) que se acendesse uma mensagem declarando-me inocente diante de um jurado invisível”, afirmou Nathanson em uma entrevista. Sua amizade com o sacerdote católico, o Padre John C. McCloskey, permitiu-lhe descobrir que permanecer no agnosticismo, conduzia-o ao abismo e encontrou na fé católica o consolo que procurou por tanto tempo.
Para todos aqueles que ainda são a favor do aborto, assistam ao vídeo, confesso que não consegui assistir até o fim, caso se interessem em assistir vão entender a razão.

Links para assistir ao documentário “O grito silencioso”



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Somos católicos sim!

Nós somos católicos.
Seja bem vindo a sua casa!




Acredito que é fundamental reafirmarmos nossa Fé. O mundo precisa ter um reencontro mais íntimo com Cristo. 

     Se existem tantas pessoas desiludidas, sem fé, possuídas pela maldade, é porque não estamos levando o Evangelho a toda criatura e a todos os cantos, assim como Jesus nos pediu. Se o mundo está descrente, reconheço que tenho uma parcela de culpa nisso. 

     Vejo e escuto tantas críticas duras e cruéis contra nossa amada Igreja Católica Apostólica Romana, mas sei também que falta muita maturidade e conhecimento nesses corações frios que adoram julgar o que nossa Igreja fez ou continua fazendo. 
     Mas é preciso antes de mais nada entender que a Igreja é Santa, foi instituída pelo próprio Cristo. Mas o corpo da Igreja somos nós, o pecado que existe nela é o nosso. Não podemos condenar a Igreja ou deixar de acreditar em Jesus, porque algum homem pertencente a ela tenha errado. Somos humanos, estamos sujeitos a isso, mas não é justo criticar a Igreja porque um ou outro homem pecador faz parte dela. 
     Jesus veio para salvar os pecadores, e se eles estão em nosso meio devemos ajudar em sua conversão e não atirar pedras. Cristo foi, é e sempre será o maior Homem do mundo, pois é Filho de Deus. Ele foi criticado, insultado, condenado a morte e ainda assim, pediu a Deus que nos perdoasse. Nós deveríamos dar uma resposta coerente a Jesus, por tudo que Ele fez por nós. Como? Agindo como Ele agiu, dando a outra face para ser esbofeteada, amando aqueles que nos odeiam e fazendo sempre o bem, sem importar em receber algo em troca.
     Em vez de criticar os erros de nossa Igreja, tenho uma proposta melhor: por que não sermos mais santos, pessoas melhores, humildes e generosas de modo que a Igreja seja igualmente mais santa? Cristo é a cabeça, nós como Igreja, somos o corpo. A Igreja só será mais santa se seus membros forem mais santos. 

Faça sua parte. 

Seja digno de ser chamado filho de Deus.


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Castidade?!


Muito se fala sobre sexo antes do casamento, mas pouco se sabe sobre o porquê da Igreja pregar a necessidade de se preservar a castidade. A Igreja sempre foi mal vista quando se trata desse assunto, mas é urgente abordar de uma forma mais clara a questão da sexualidade. 
     Os costumes mudaram muito ao longo do tempo e os próprios meios de comunicação fazem parecer comum os jovens manterem uma vida sexual ativa antes do matrimônio. Mas sabemos que nem tudo que é comum é correto, da mesma forma que São Paulo nos alerta: “Tudo posso, mas nem tudo me convém”. É lógico que eu como jovem de 22 anos penso nisso, pode ter certeza que penso e muito, não me falta vontade de viver algo tão prazeroso... Mas é preciso decidir sobre nossas atitudes sob a luz de Deus, e refletir: Vale a pena? O que Deus espera de mim? O que Ele, meu Mestre e Senhor, quer que eu faça?
     A relação sexual em si não é pecado. Deus criou o homem e a mulher para que vivessem um para o outro, de modo que já não fossem dois, mas apenas uma só carne. É vontade Dele que nós, seus filhos amados, vivamos felizes. Quando nos unimos a alguém, estamos realizando o projeto de Deus, que nos criou para isso. Mas os padrões divinos são específicos: “Sede Santos, pois Eu Sou Santo”. Ele quer que nossa vida seja plena, para isso nos mostra seu modelo de perfeição: já que Ele é santo, misericordioso, fiel e cheio de amor, devemos ser santos, fiéis, misericordiosos e cheios de amor também. Deus deseja que a união entre homem e mulher seja sólida, concreta e baseada na fidelidade e no amor. 
     O sexo para o casal é um meio de estarem ainda mais unidos, é uma ligação entre eles abençoada por Deus. Mas quando a relação sexual é praticada fora do casamento, mostra uma falta de compromisso entre os dois, que buscam o prazer, mas não buscam viver a plenitude do matrimônio, que é a vontade de Deus. Um casal que não busca a bênção para sua união, que vive junto sem receber o sacramento do matrimônio, age dessa forma para deixar uma abertura para fugir, caso algo dê errado. É quase como se fosse uma relação descartável, sem compromisso, “se eu não gostar, abandono meu parceiro e procuro outro”. Quando o sexo é vivido nessas circunstâncias, ele é errado, pois o casal não está vivendo a vontade do Pai. 
    Como já foi dito, Deus quer que sejamos plenamente felizes, só vivendo como Ele nos ensina conseguiremos isso. Seus ensinamentos orientam para sermos santos, fiéis, compromissados e amorosos como Ele é. Não podemos deixar que algo natural, criado por Deus para nossa felicidade seja banalizado, a ponto de perder seu valor. O sexo precisa de significado para acontecer, se não ele vira apenas um ato errado e descartável. 
     “Há tempo para todas as coisas debaixo do céu”, não precisamos nos antecipar e querer viver aquilo que ainda não é apropriado. Não é sábio pensar que o sexo é a única coisa boa que pode haver entre um casal. Cada fase da vida tem suas maravilhas, se reconhecêssemos o quanto o Plano de Deus é perfeito para nós, certamente daríamos mais valor aos momentos, saberíamos o quanto uma conversa pode servir de alimento para o amor, o quanto um beijo pode ser prazeroso, o quanto um abraço pode ser significativo... 
    Viver a castidade é ter maturidade tamanha a ponto de entender que o amor é a base mais importante para um relacionamento, e o amor não precisa só de sexo para existir, pelo contrário, precisa antes de amizade, perdão, companheirismo e diálogo. 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Aborto


O quinto mandamento da lei de Deus nos proíbe claramente de tirar a vida de alguém, o que inclui cometer aborto ou ainda cooperar com o ato. O inciso § 2272 do catecismo da Igreja Católica nos diz: “A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida.” Deus em todo momento nos mostra o quanto somos importantes para Ele, na Bíblia temos várias passagens que reafirmam isso: “Antes mesmo de te formares no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei (Jr 1,5)”. “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância. (Jo 10, 10)”. Qualquer ato contra a vida além de ser um crime, é também um desrespeito ao amor de Deus por nós, que nos confia o nobre encargo de preservá-la, tarefa essa que deve ser exercida de maneira digna. Por isso a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção até seu fim natural. Temos várias histórias reais que nos mostram o arrependimento e o sofrimento causado por esse ato, tanto na pessoa que o pratica quanto na sociedade, que sofre ao perder os valores que a mantém sólida. Relembrando ainda a história de Papa João Paulo II, na época que sua mãe engravidou dele, estava proibida de ter filhos. Diante de uma gravidez de altíssimo risco, onde iriam morrer mãe e filho na concepção médica, a solução para ela seria o aborto. Mas ela optou pela vida, no seio materno não conseguiu destruir uma inocente vida que estava para nascer. Assim ela nos trouxe nosso querido Papa da vida, da família, dos jovens, enfim, sob tantos títulos, ele foi essa pessoa maravilhosa que, através de seus atos, conseguiu fazer do mundo um lugar um pouco melhor, deu esperança às pessoas, fez muitos de nós acreditar que é possível viver dignamente os valores de Jesus. Preservar a vida é um ato mais que bonito, é um dever para todo cristão! A vida é uma dádiva de Deus! Acredite na vida, seja feliz e viva bem!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O amor é cego?!


Há muito tempo, um casal que não tinham filhos morava em uma casinha humilde de madeira, tinham uma vida muito tranqüila, alegre, a qual ambos se amavam muito, eram felizes. Até que um dia aconteceu um acidente com a senhora.

Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas atingem todo o seu corpo, o esposo acorda assustado com os gritos e vai a sua procura, quando a vê coberta pelas chamas imediatamente tenta ajudá-la e o fogo também atinge seus braços e mesmo em chamas consegue apagar o fogo.

Quando chegaram os bombeiros já não havia mais fogo apenas fumaça e parte da casa toda destruída. Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave.

Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada. Ainda em seu leito a senhora toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava toda deformada, queimara todo o seu rosto. Chegando no quarto de sua senhora, ela foi falando:

- Tudo bem com você meu amor?

- Sim respondeu ele, pena que o fogo atingiu os meus olhos e eu não posso mais enxergar, mas fique tranqüila amor que a sua beleza está gravada em meu coração para sempre.

Então triste pelo esposo, disse-lhe:

- Deus vendo tudo o que aconteceu a meu marido, tirou-lhe as vistas para que não veja esta deformidade em que eu fiquei. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro.

Passando algum tempo recuperados, voltaram para casa onde ela fazia tudo para seu querido esposo e ele todos os dias dizia-lhe, como eu te amo!

E assim viveram 20 anos até que a senhora veio a falecer.

No dia de seu enterro quando todos se despediam então veio aquele senhor sem seus óculos escuros e com sua bengala nas mãos, chegou perto do caixão...

-"Como você é linda meu amor! Eu te amo muito".

Ouvindo e vendo aquela cena, um amigo que estava ao lado perguntou se o que tinha acontecido era um milagre, e olhando nos olhos dele o velhinho apenas falou:

-"Nunca estive cego, apenas fingia, pois quando a vi toda queimada sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira. Foram os vinte anos mais felizes apaixonados que vivi". 

Na vida é preciso provar o quanto amamos alguém, pois a única coisa que faz a vida valer a pena é o amor que sentimos pelas pessoas ao nosso redor. É difícil, mas muitas vezes precisamos fechar os olhos para algumas coisas para sermos verdadeiramente felizes. Tudo o que fizer, faça com amor!


Autor desconhecido