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sábado, 8 de setembro de 2018

Natividade de Nossa Senhora


 “A celebração de hoje — lemos no trecho dos discursos de santo André de Creta proclamado no atual Ofício das leituras — honra a natividade da Mãe de Deus. Mas o verdadeiro significado e o fim deste evento é a encarnação do Verbo. De fato Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, de Deus”. É este afinal o motivo pelo qual somente de Maria (além de João Batista e naturalmente Jesus Cristo) não é festejado só o nascimento para o céu, o que acontece com os outros santos, mas também a vinda a este mundo. Na realidade o maravilhoso neste nascimento não está no que narram com generosidade de detalhes e com ingenuidade os apócrifos, mas antes no passo significativo à frente que Deus dá na atuação do seu eterno desígnio de amor. Por isso a festa de hoje foi celebrada com louvores magníficos por muitos santos Padres, que tiraram suas conclusões da Bíblia e de sua sensibilidade e ardor poético. Leiamos algumas expressões do Segundo sermão sobre a natividade de Maria de são Pedro Damião:
“Deus onipotente, antes que o homem caísse, previu a sua queda e decidiu, antes dos séculos, a redenção humana. Decidiu portanto encarnar-se em Maria”.
"Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa bela, porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo. Salomão celebrou de modo soleníssimo a inauguração de um templo de pedra. Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo encarnado? Naquele dia a glória de Deus desceu sobre o templo de Jerusalém sob forma de nuvem, que o obscureceu. O Senhor que faz brilhar o sol nos céus, para a sua morada entre nós escolheu a obscuridade (1Rs 8,10-12), disse Salomão na sua oração a Deus. Este mesmo templo estará repleto pelo próprio Deus, que vem para ser a luz dos povos”.
“Às trevas do paganismo e à falta de fé dos judeus, representadas pelo templo de Salomão, sucede o dia luminoso no templo de Maria. É justo, portanto, cantar este dia e Aquela que nele nasceu. Mas como poderíamos celebrá-la dignamente? Podemos narrar as façanhas heroicas de um mártir ou as virtudes de um santo, porque são humanas. Mas como poderá a palavra mortal, passageira e transitória exaltar Aquela que deu à luz a Palavra que fica? Como dizer que o Criador nasce da criatura?”

Extraído do livro: Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.
Fonte: https://www.paulus.com.br/portal/santo/natividade-de-nossa-senhora#.W5Fwmc5KjDc

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Minhas preces diárias

"E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis." - Mateus 21,22

Em ação de graças por todas as bênçãos que recebo.
Em ação de graças pela minha vida e minha saúde e também de todos os meus familiares e amigos.
Em ação de graças pelo meu trabalho que ajuda a dar sustento para minha família.
Em ação de graças pelo meu lar e pelo pão de cada dia.
Peço, por intercessão de Nossa Senhora, de todos os anjos e santos, que continue abençoando a mim, minha família e meus amigos, que nos livre do Mal e nos proteja de todos os perigos.
Peço saúde, paz e felicidade para meu marido e filhos.
Peço harmonia e santidade no meu casamento.
Peço sabedoria, paciência e amor para educar e criar meus filhos para o bem.
Peço paz, saúde e prosperidade para meus afilhados e padrinhos.
Peço os dons do Espírito Santo, para que eu seja uma pessoa melhor, mais prudente, sábia, temente a Deus, caridosa, gentil e justa, para que eu possa servi-Lo mais e melhor.
Peço por todo o clero e por todos os líderes políticos, para que sejam mais santos, justos e honestos.
Peço pelo Cursilho, por meu grupo e por todos os encontros de cursilhos de todo o mundo.
Pela Sociedade de São Vicente de Paulo, minha conferência, o privilegiado, nossos benfeitores e assistidos.
Pelos falecidos de minha família, para que já tenham encontrado o descanso junto de Deus.
Peço saúde para os enfermos, paz para os angustiados, trabalho honesto para os que passam necessidade e consolo para os aflitos, especialmente os de minha família.
Peço sua bênção para todos aqueles que me pedem orações.
Peço proteção e bênçãos para todas as crianças, especialmente as que vivem em locais perigosos e que sofrem qualquer tipo de violência ou abuso.
Peço paz para o mundo e conversão para os pecadores.
Peço perdão pelos pecados cometidos por mim e por todo mundo e para que me ajude a perdoar aqueles que me fizeram mal.
Peço uma vida longa, saudável e reta para mim e minha família, e depois de uma velhice lúcida, amparando quem precisa e sendo amparados quando precisarmos de alguém, possamos encontrar o descanso no Céu e enfim contemplá-lo em sua Glória. 

Santo Anjo da Guarda, confiado por Deus
como fiel amigo de meus filhos,
eu me dirijo com grande confiança a vós.
solicito-lhe antes de tudo, a graça
para que eu sempre eduque meus filhos
para amar e servir a Deus.
Acompanhe-o onde eu não possa seguí-lo,
advirta-o onde minha voz não o alcance,
guie-o e salve-o para o céu. Amém!

terça-feira, 20 de junho de 2017

A festa do Coração de Jesus

A Igreja Católica Apostólica Romana celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus. Este sagrado Coração é a imagem do amor de Jesus por cada um de nós. Jesus revelou o desejo da Festa ao seu Sagrado Coração à religiosa Santa Margarida Maria Alacoque, na França, mostrando-lhe o “Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado”. Entre as Promessas que Jesus fez à Santa Margarida está a das Nove Primeiras Sextas Feiras do mês: “No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem nas primeiras sextas feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os Santos Sacramentos. O meu coração naquela hora extrema será um abrigo seguro”. As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque: 1 - Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado; 2 - Porei a paz em suas famílias; 3 - Consolá-los-ei nas suas aflições; 4 - Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte; 5 - Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas; 6 - Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte, oceano infinito de misericórdia; 7 - Os tíbios se tornarão fervorosos; 8 - Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição; 9 - Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração; 10 - Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos; 11 - O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado. Peçamos a Deus Nosso Pai que aumente a nossa confiança no Sagrado Coração de seu Filho Jesus, e que o Imaculado e Doce Coração de Maria Santíssima seja sempre a nossa salvação. Assim Seja!
Autor: Padre Marco Ruas

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Promessa

Logo depois de engravidar, ao participar de um Encontro da Família Cursilhista, o Padre Adelzire olhou pra mim e disse: "você está grávida". Eu já sabia disso, mas eu ainda não tinha contado para ninguém, exceto os familiares. Então fiquei surpresa com a convicção do padre ao afirmar isso. Mas o tempo passou e infelizmente aconteceu o que eu não queria...
Dias depois de perder meu filho, nada mudou. O mundo continuou sendo o mundo que conheço, mas agora um mundo sem meu filho. Não sei se ainda estou de luto, não sei se esse sentimento será uma constante em minha vida. O que sei é que estou vivendo, mas sem viver de verdade, minha única vontade é ficar sozinha. Parece melodramático demais, eu sei, só não consigo evitar de me sentir assim.
Em um novo encontro com o Padre Adelzire ele me perguntou como eu estava, depois de me ouvir ele me fez um pedido para quando meu próximo filho nascesse. O padre gostaria que a primeira foto que eu tirasse do meu filho fosse enviada para o Santuário do Frei Galvão. Apenas isso.
Não sei o que pensar a respeito.
Mas no meu coração eu senti uma promessa: eu teria outro filho.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Como viver a vocação?



Comecemos por entender o que significa vocação. A origem da palavra vocação vem do latim e se refere a um “chamado”, sendo assim, na dimensão religiosa, a vocação é um chamado de Deus, um convite. Esse chamado do Pai é pessoal, cada um tem uma vocação específica dentro do Plano de Deus. Deus nos convida a vivermos uma vida de santidade e plenitude no local onde podemos ser mais úteis à construção do Reino dos Céus. A vocação é dom, graça, eleição cuidadosa, visando à realização da vontade de Deus, seja na vida laical, sacerdotal, religiosa ou familiar. "Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu vos escolhi" (Jo 15,16). Para nós, cristãos, a vocação tem um sentido mais rico e profundo que nos foi revelado pelo próprio Cristo. Pelo Batismo somos chamados a ser sal da terra e luz do mundo, sacerdotes, profetas e reis, somos chamados a sermos santos. Jesus não nos deixa desamparados, Ele dá um exemplo perfeito para seguirmos e assim viver nossa vocação, esse modelo é bem claro: “Sede santos como vosso Pai que está nos Céus é santo” (Mt 5, 48). Cristo não quer que vivamos uma vida vazia, Ele deseja que tenhamos uma vida plena e repleta de felicidade. Então para viver nossa vocação e sermos felizes basta seguir o exemplo dado por Ele, precisamos ser santos e perfeitos como o Pai, em outra palavras, precisamos agir como o próprio Cristo agiu. Viver a vocação é agir para o bem pessoal e do próximo, é ser justo, humilde, solidário e misericordioso assim como Jesus nos ensina. Sendo sal para dar um novo sabor a nossas realidades, sendo luz para iluminar o mundo e indicar a todos o caminho da salvação e sendo fermento, para transformar e modificar o mundo com nossas atitudes evangelizadoras. Não devemos pensar que precisamos mudar o mundo radicalmente de um dia para o outro, mas podemos fazer isso aos poucos, através das pequenas atitudes positivas dentro de nossa casa, de nossa comunidade, de nosso trabalho e lazer. Inclusive, essa é uma das propostas do Movimento de Cursilhos: Evangelizar os ambientes. Quando estamos empenhados no anúncio e construção do Reino de Deus, estamos exercendo nossa vocação e cumprindo a missão que Jesus nos deixou: “Ide pelo mundo e anunciai a Boa Nova a toda criatura” (Mc 16, 15).


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Quem crê em Deus-Amor leva em si uma esperança invencível

"Quem crê em Deus-Amor leva em si uma esperança invencível, como uma lâmpada com a qual atravessar a noite para além da morte, e chegar à grande festa da vida", ressaltou o Papa Bento XVI antes de recitar a tradicional oração mariana do Angelus neste domingo, 6. O encontro do Santo Padre com os cerca de 40 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro aconteceu às 12h (horário de Roma - 9h no horário de Brasília).

O Pontífice fez sua reflexão a partir da parábola das dez jovens enviadas a uma festa de núpcias, símbolo do Reino dos céus e da vida eterna (Mt 25,1-13). Dessas, cinco entram na festa, porque, na chegada do esposo, tinham o óleo para acender as suas lâmpadas; enquanto as outras cinco permaneceram fora, porque não haviam levado óleo.

"O que representa esse "óleo", indispensável para sermos admitidos ao banquete nupcial? Santo Agostinho e outros antigos autores o leram como um símbolo do amor, que não se pode comprar, mas se recebe como dom, conserva-se no íntimo e pratica-se nas obras. Verdadeira sabedoria é aproveitar a vida mortal para realizar obras de misericórdia, porque, depois da morte, isso não será mais possível. Quando formos despertados para o Juízo Final, esse acontecerá com base no amor praticado na vida terrena. E esse amor é dom de Cristo, efuso em nós pelo Espírito Santo", explicou o Bispo de Roma.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Angelus de Bento XVI


O Santo Padre também ressaltou que as Leituras bíblicas da liturgia dominical convidavam a prolongar a reflexão sobre a vida eterna, iniciada por ocasião da Comemoração de todos os fiéis defuntos.

"Sobre esse ponto, é nítida a diferença entre quem crê e quem não crê, ou, se poderia igualmente dizer, entre quem espera e quem não espera. [...] A fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo assinala um divisor de águas decisivo.Se removemos Deus, se removemos a Cristo, o mundo retrocede ao vazio e à escuridão. E isso encontra resposta também nas expressões do niilismo contemporâneo, um niilismo muitas vezes inconsciente que contagia, infelizmente, a tantos jovens", indicou o Papa.

Por fim, Bento XVI pediu a Maria, Sedes Sapientiae, para que "nos ensine a verdadeira sabedoria, aquela que se fez carne em Jesus. Ele é o Caminho que conduz desta vida a Deus, ao Eterno. Ele nos fez conhecer o rosto do Pai, e, assim, deu-nos uma esperança cheia de amor. [...] Aprendamos dela a viver e morrer na esperança que não engana".





Fonte: Site Canção Nova Notícias
Por Leonardo Meira

sábado, 6 de agosto de 2011

Precisamos de Santos


Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".
(João Paulo II)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Evangelho João 17,20-26

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo:
20“Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; 21para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. 22Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: 23eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. 24Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. 25Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste.26Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei onhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”.


Comentário do Evangelho

     Estamos diante da continuação do discurso da ceia e Jesus intercedendo por todos! Tanto os discípulos quanto aqueles que mais tarde acreditariam na sua mensagem. Num mundo onde pessoas se afundam na lama do vício e pecado, no desespero e tentando levantar a mão pedindo socorro, mas ainda são empurradas para o precipício, angustiadas; Onde esposos se agridem, caminhando para a separação e divórcio; pais a serem maltratados por seus filhos; filhos a serem torturados até à morte por seus próprios pais que tristeza! 

     Onde a unidade desejada por Jesus e o Pai ( E peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estás unido comigo, e eu estou unido contigo, que todos os que crerem também estejam unidos a nós) é ferida pelo maior escândalo no mundo, que consiste na divisão entre pobres e ricos. Os ricos apropriam-se dos meios que sustentam a vida e relegam os pobres à privação e à morte; os paises ricos e os empobrecidos cada vez mais distantes uns dos outros; Grandes barreiras e murros são construídos excluindo e eliminando os povos empobrecidos, que dizer? 
     Estamos diante de uma terrível violência, vingança e ódio no mundo em que vivemos! Mas graças a Deus este não é o nosso fim! Pois, Aquele que desde o começo pensou em nós está atento a tudo e Ele mesmo decidiu vir até nós para nos consagrar na unidade. Embora vivendo ainda no mundo, Jesus atrai-nos para as realidades do céu (Pai, quero que, onde eu estiver, aqueles que me deste estejam comigo a fim de que vejam a minha natureza divina). Ele reza por nós a Deus seu Pai e por isso também nosso Pai, para que Ele nos guarde na unidade e uma vez assim guardado sejamos um no amor, o que significa unidade no gozo da vida de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
     Pai, fazei-me continuador da missão de Jesus, que consiste em manter a unidade da Tua Igreja, para que embora vivendo ainda no mundo possamos saborear já aqui na terra aquilo que seremos lá no céu.

Por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla
fonte: http://blog.cancaonova.com/homilia/2008/05/08/que-todos-sejam-um-jo-1720-26/

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mateus 5,13-16

Depois de nos ter apresentado o seu plano pastoral no Sermão da Montanha. Jesus agora nos faz responsáveis pela vida dos nossos irmãos e irmãs. E por isso usa as figuras do sal, da cidade e da luz.
Mas padre, o que é ser sal e luz para o meu irmão e minha irmã? E então eu responderia: Ser sal é ser o que dá gosto às coisas. Ser luz é ser o que ilumina. Todavia, cuidado. Porque a prerrogativa de ser sal e de ser luz pode tanto se inclinar para o bem, quanto para o mal. Aquele que se volta para o mal se torna também uma pessoa salgada, porém, salga a si mesma, dá gosto a si própria. Veja bem, aquele que se projeta como um grande político ateu, um maçom em alto grau, um empresário inescrupuloso, um déspota, ou mesmo um criminoso famoso são exemplos de ser sal, mas para o mal.
Quer coisa mais salgada do que Hitler? Ele foi luz e sal, porém, em oposição ao bem. Quantas pessoas brilham por aí… brilhos efêmeros. Por exemplo, quantos cantores, compositores, atores, apresentadores, jogadores de futebol brilham ou brilharam como um cometa? Gostar de futebol, tudo bem! Mas quantos assalariados se privam de coisas para ir ao campo de futebol, fazendo com que certos jogadores ganhem fortunas. Isto é acender luzes. São luzes que acendemos impróprias, mas que “iluminam”. Poderiam ser chamadas de trevas, pois estão em oposição à luz de Deus, que é a verdadeira luz.
Devemos ter muito cuidado com o nosso agir, com o nosso ser. Deus quer que sejamos sal e luz para glorificá-lo, para a construção do Seu Reino. E isto só é possível vivendo conforme nos ensina. Por isso termina dizendo que a luz deve ser mostrada. Devemos mostrar isso às pessoas em louvor a Deus.
Ser luz e ser sal para glorificar a Deus é muito diferente do que se pensa e é difícil agir com este entendimento, porque a tentação está sempre a nos sugerir que sejamos luz e sal para nós mesmos. A todo momento sentimos aquela tentação: Por que ser luz de outra forma? Seja luz para si mesmo, assim vai brilhar muito mais. Por que ser gosto de outra forma? Seja gosto para si mesmo. Você é bonito, inteligente e vai perder tudo isto por uma bobagem? Não! Pense em você, colha para si mesmo os louros de seu trabalho, de sua vitória, de seu sucesso. O pecado original surgiu daí: da vaidade e da soberba.
Este Evangelho é muito claro. Essa luz e esse sal podem ser dados para ambos os lados, adquirindo, obviamente, conotações opostas e consequências distintas. Jesus disse que não se acende uma luz para colocá-la debaixo da mesa, mas na luminária. Disse ainda que não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, quer dizer, se estivermos crescendo diante de Deus ou do demônio, vamos aparecer de forma positiva ou negativa, naturalmente.
Este é também o Evangelho do discernimento. Devemos discernir a luz que brilha para Deus e o sal que salga para o bem. Precisamos desse discernimento, para refletirmos a luz de Deus e sermos o sal da terra louvando-o; caso contrário vamos brilhar e salgar para outras finalidades, que não conduzem ao Pai que está no Céu. Mas sim ao pai da mentira, ao pai das trevas que é satanás.

Por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla

sábado, 8 de janeiro de 2011

Oração

     Deus é um Pai rico de amor por seus filhos. Ele é um Pai que se comove a todo momento com nossas necessidades e nunca nos abandona.

     Deus é o Pai que mais mima seus filhos, Ele sempre nos dá tudo o que pedimos, mas é bom o bastante para nos dar somente aquilo que nos trará felicidade. A Oração é um diálogo com Deus. Tudo o que temos para conversar, contar, agradecer e pedir ao nosso Pai do Céu, falamos através da oração. Quem reza com fé, toca no coração do Senhor e todos os seus pedidos serão atendidos. Foi Jesus mesmo quem nos prometeu isso, e depois seus Santos também confirmam o poder eficaz da oração. Segue alguns trechos onde podemos nos certificar da promessa de Jesus:

Palavras de Jesus Cristo, escritas por São Mateus Mt 21, 22
E tudo o que vocês pedirem com fé na oração, vocês receberão.


Palavras de Jesus Cristo, escritas por São Marcos Mc 11, 24
É por isso que eu digo a vocês: tudo o que vocês pedirem na oração, acreditem que já o receberam, e assim será.

Palavras de Jesus Cristo, escritas por São Marcos Mc 11, 25

Quando vocês estiverem rezando, perdoem tudo o que tiverem contra alguém, para que o Pai de vocês que está no céu também perdoe os pecados de vocês.
Primeira carta de São Pedro 3, 7b-12

A oração de vocês não ficará sem resposta.Finalmente, tenham todos a mesma atitude, sejam compassivos, cheios de amor fraterno, misericordiosos e de espírito humilde.Não paguem o mal com o mal, nem o insulto com outro insulto; pelo contrário, abençoem, porque para isso vocês foram chamados, isto é, para serem herdeiros da bênção.De fato, aquele que ama a vida e deseja ver dias felizes guarde sua língua do mal e seus lábios de proferir mentiras; afaste-se do mal e pratique o bem, busque a paz e procure segui-la. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e seus ouvidos estão atentos à prece deles.

Carta de São Tiago 5, 13. 15- 18
Alguém de vocês está sofrendo? Reze. A oração feita com fé salvará o doente: o Senhor o levantará e, se ele tiver pecados, será perdoado. Confessem mutuamente os próprios pecados e rezem uns pelos outros, para serem curados.A oração do justo, feita com insistência,tem muita força. Elias era homem fraco como nós. No entanto, ele rezou bastante para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio.Depois ele rezou de novo, e o céu mandou chuva, e a terra produziu seu fruto.


Carta de São Paulo aos Filipenses 4, 6s
Não se inquietem com nada. Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças. Então a paz de Deus, que ultrapassa todacompreensão, guardará em Jesus Cristo os corações e pensamentos de vocês.


Carta de São Paulo aos Romanos 12, 9-13
Que o amor de vocês seja sem hipocrisia: detestem o mal e apeguem-se ao bem; no amor fraterno, sejam carinhosos uns com os outros, rivalizando na mútua estima. Quanto ao zelo, não sejam preguiçosos; sejam fervorosos de espírito, servindo ao Senhor. Sejam alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Sejam solidários com os cristãos em suas necessidades e se aperfeiçoem na prática da hospitalidade.




Confie... 
As coisas acontecem na hora certa.
Exatamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
Momentos dolorosos, confie em Deus.
Cada momento, agradeça a Deus.


sábado, 25 de dezembro de 2010

A PALAVRA DA VIDA Jo 1,1-18

Estamos diante do portão de entrada, a primeira coisa que se vê ao abrir o Evangelho de João. O Prólogo é como uma fonte, da qual quanto mais se tira água, mais água aparece. Por isso que há muito escritos sobre o Prólogo de João e nunca se esgota o assunto.
No princípio era a Palavra, luz para todo ser humano. “No princípio era a Palavra…” faz pensar na primeira frase da Bíblia que diz: “No princípio Deus criou o céu e a terra”. Deus criou por meio da sua Palavra. “Ele falou e as coisas começaram a existir”. Todas as criaturas são uma expressão da Palavra de Deus. O prólogo diz que a presença universal da Palavra de Deus é vida e luz para todo ser humano. Esta Palavra viva de Deus, presente em todas as coisas, brilha nas trevas. As trevas tentam apagá-la, mas não conseguem. A busca de Deus renasce constantemente no coração humano. Ninguém consegue abafá-la.
João Batista não era a luz. João Batista veio para ajudar o povo a descobrir e saborear esta presença luminosa e consoladora da Palavra de Deus na vida. O testemunho de João Batista foi tão importante que muita gente pensava que Ele fosse o Cristo (Messias) (At 19,3; Jo 1,20). Por isso o Prólogo continua: “João Batista veio apenas para dar testemunho da luz!” (Jo 12,7s).
Os seus não a receberam (Jo 1,9-11): Assim como a Palavra de Deus se manifesta na natureza, na criação, da mesma maneira ela se manifesta no “mundo”, isto é, na história da humanidade e, de modo particular, na história do povo de Deus. Mas o “mundo” não reconheceu nem recebeu a Palavra. Desde os tempos de Abraão e Moisés, ela “veio para o que era seu, mas os seus não a receberam”. Quando fala “mundo” João indica o sistema tanto do império como da religião da época, fechados sobre si e incapazes de reconhecer e receber a Boa Nova (Evangelho) da presença luminosa da Palavra de Deus.
Os que aceitam tornam-se filhos de Deus. As pessoas que se abriam, aceitando a Palavra, tornavam-se filhos de Deus. A pessoa se torna filho ou filha de Deus não por mérito próprio, nem por ser da raça de Israel, mas pelo simples fato de confiar e crer que Deus, na sua bondade, nos aceita e nos acolhe. A Palavra entra na pessoa fazendo-a sentir-se acolhida por Deus como filho(a). É o poder da graça de Deus.
A Palavra se fez carne. Deus não quer ficar longe de nós. Por isso a sua Palavra chegou mais perto ainda e se fez presente no meio de nós na pessoa de Jesus. Literalmente o texto diz: “A Palavra se fez carne e montou sua tenda no meio de nós!”. No tempo do Êxodo, lá no deserto, Deus vivia numa tenda, no meio do povo (Ex 25,8). Agora, a tenda onde Deus mora conosco é Jesus, “cheio de graça e de verdade!”. Jesus veio revelar quem é este nosso Deus que está presente em tudo, desde o começo da criação.
Moisés deu a Lei, Jesus trouxe a Graça e a Verdade (Jo 1,15-17): Estes versículos resumem o testemunho de João Batista a respeito de Jesus: “Aquele que vinha antes de mim passou na minha frente porque existia antes de mim!” (Jo 1,15.30). Jesus nasceu depois de João, mas ele já estava com Deus desde antes da criação. Da plenitude dele todos nós recebemos, inclusive o próprio João Batista. Moisés, dando a Lei, nos manifestou a vontade de Deus. Jesus trouxe a graça e a verdade que nos ajudam a entender e a observar a Lei.
É como a chuva que lava. Este último versículo resume tudo. Ele evoca a profecia de Isaías segundo a qual a Palavra de Deus é como a chuva que vem do céu e para lá não volta sem ter realizado a sua missão aqui na terra (Is 55,10-11). Assim é a caminhada da Palavra de Deus. Ela veio de Deus e desceu entre nós na pessoa de Jesus. Através da obediência de Jesus ela realizou sua missão aqui na terra. Na hora de morrer, Jesus entregou o Espírito e voltou para o Pai. Cumpriu a missão que tinha recebido.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Nasce o Messias Salvador, o Senhor.

Estudando o Evangelho e entendendo a noite de Natal.

O RECENSEAMENTO: O primeiro dos três recenseamentos de César foi feito no ano 28 aC, que corresponde ao 749 da fundação de Roma. Havia duas classes de censo pessoal: a) o dos cidadãos romanos (census populi) tanto na Itália como nas províncias. Em grego apotímesis tou desmou (censo do povo), era feito com a finalidade de recolher impostos ou exigir o serviço militar.

Normalmente requeria uma declaração (apografê) e uma valoração das propriedades (timêsis).Este tipo de censo foi feito nos anos 28 e 8aC, e 14dC b)dos incolae, ou habitantes nas províncias que não tinham cidadania romana. Chamava-se também apografê, palavra que usa Lucas, e fazia-se nas províncias, dependendo das condições da demarcação em curso.

Por exemplo, no Egito cada 14 anos desde o 33/34. Nas Gálias 27 e 12 aC e 14-16 dC. E consta que na Lusitânia (Portugal), Espanha e Judéia realizaram-se também esta classe de apografés. Nas províncias imperiais, os delegados como era o caso da Síra-Palestina, podiam convocar o censo por própria vontade. Distinguia-se também entre apografé, um termo genêrico para qualquer tipo de censo e apotímesis, termo técnico para um censo para fins fiscais.

No nosso caso não parece ser um censo fiscal, mas uma convocação para prestar um juramento de fidelidade a César no tempo de Herodes, feito por comparecimento à semelhança com o que foi feito em Paflagônia. Este juramento foi feito por ordem de Roma e com os procedimentos romanos: isto é, no lugar de residência de cada um, especialmente no Oriente em que abundava a população flutuante. Foi feito para congraçar-se com César, aproximadamente no ano 7 aC. Seis mil fariseus se negaram e foram multados, multa que foi paga pela mulher de Ferora, irmão de Herodes. Este censo-juramento do ano 7/6 aC foi feito antes do censo de Quirino, legado da Síria no ano 6/7 dC.

Por que Lucas escreve sobre Quirino se não era propriamente esse o censo que obrigou José a ir a Belém? A solução é a memória incorreta dos judeus que consideravam como datas memoráveis tanto a morte de Herodes como o censo de Quirino em que os tumultos do povo foram notáveis. Por outra parte devemos ter em conta que tais censos demoravam anos para serem cumpridos. Daí que, por exemplo, no Egito se realizassem cada 14 anos. A data, pois, de Lucas podia ser traduzida por: "antes do famoso censo de Quirino". . Foi feito no tempo em que Sentio Saturnino era legado da Síria (9-6 aC), segundo diz Tertuliano.

A apografê ou inscrição de pessoas e propriedades iniciou-se em tempos de Saturnino (7/6aC) e a ulterior apografesis (apotímesis) ou objetivo cadastral dos dados registrados foi realizada por Quirino(6/7 dC ) com a conseguinte revolta dos contribuintes judeus.

PUBLIUS SULPICIUS QUIRINUS (Cyrinus em latim): No ano 12 aC foi proclamado cônsul em companhia de Valgio Rufo. Tácito fala dele como um soldado intrépido e disciplinado que lutou contra os bandidos homonadenses na Cilícia ao sul da província da Galácia, sudeste da Ásia Menor, lugar montanhoso e terra perigosa pelos bandidos. Estrabón disse que após cortar toda possibilidade de mantimentos fez 4 mil prisioneiros e os deportou, de modo que ficaram as terras sem homens. Após o ano 4 aC foi Rector (assessor) do filho adotivo do imperador, vice-rei na época das províncias orientais entre as quais estava a Síria. Ao unir à Síria os territórios de Arquelau ano 6 dC Quirino foi o Legatus (delegado) da Síria, encarregado de fazer o censo na província e vender os bens patrimoniais de Arquelau na Palestina. Censo que é descrito por Atos 9, 37 e que deu lugar à insurreição de Judas o Galileu.

MOTIVO: Qual foi a intenção de Lucas? Sem dúvida delimitar o nascimento de Jesus com fatos históricos conhecidos na sua época. À partir dessa intenção temos a ação do Espírito que nos dá detalhes para combater uma das mais sugestivas heresias do primitivo cristianismo: o docetismo, que pretendia provar que o corpo de Jesus era aparente. Os detalhes de seu nascimento desbaratam semelhante disparate. Uma outra intenção é ligar Jesus com Davi, não unicamente como descendente, da mesma tribo, mas também como um nascido no mesmo lugar para indicar a ininterrupção da realeza fundada no mais famoso dos reis de Israel. O nome Betlehem, casa do pão, é simbolicamente uma referência ao que se chamaria pão descido do céu (Jo 6, 51). Belém era a cidade de Davi e seria logo a cidade de Jesus.

PRIMOGÊNITO: A palavra protótokos (primogênito ou primeiro nascido) tem um valor técnico, religioso. Traduz a palavra hebraica BEKOR, que tem valor semântico como primícias que devem ser dadas a Jahveh. Nada indica sobre outros filhos. Um filho único é primogênito segundo a linguagem bíblica.

OS SINAIS O parto, segundo os dias costumeiros numa mulher, o envoltório em faixas era coisa rotineira entre as mulheres da época e da Palestina. Tudo par indicar que Jesus era um homem normal de corpo e osso, formado durante a gravidez no seio de Maria (contra o docetismo e a heresia de Marcion).

O que não é normal é o presépio e por isso Lucas deve dar a razão do mesmo: Não havia lugar para eles no KATALIMA. o significado inicial era o quarto de hóspedes. A palavra tem origem em kataluein, verbo que significa desatar. Era inicialmente o lugar em que se desatavam as cavalgaduras após a viagem (malon em hebraico) ou albergue noturno.
Ou seja, um albergue, que pode ser até uma casa particular, LISHK. A sala de invitados como em 1Sm 1, 18 (só nos setenta). Tanto Marcos como Lucas usam katalima para a sala de refeição da última ceia, que a vulgata traduz por refectio (refeitório) em Marcos e diversorium (alojamento) em Lucas. E dizem ambos os evangelistas que o dono mostrará o ANAGAION ( cenaculum em latim) em ambos casos.

Uma solução moderna é dada pela arqueologia: As casas de Belém não eram covas escavadas no monte, como eram as de Nazaré, mas construídas ao redor de um pátio comum. Eram casas de dois andares. O andar inferior era uma cobertura em forma de arco ou abóbada, sobre a qual estava a casa propriamente dita à qual se subia por uma escada externa. Nessas habitações do andar superior não havia lugar, nem espaço físico disponível, nem lugar decente para um parto. Por isso escolheram o andar inferior, estábulo dos animais. Os pastores recebem como sinais (Semeion ou Oth em hebraico) as faixas e o presépio. Semeion era um meio da manifestação divina, nem sempre miraculosa.

Assim o arco iris era sinal de não acontecer um novo dilúvio. São fatos indicadores de um acontecimento que deve ser conhecido. Não são apologéticos, mas didáticos. O simbolismo das faixas pode ser evidente, pois Salomão em Sb 7, 4 relaciona sua condição de REI com o fato de ter sido envolto em faixas. Ou como Moisés que foi envolto pela própria mãe por falta de parteira. Mais bem parece ser um sinal de que Jesus é como todo homem quando criança que é amado e acolhido, à diferença de Jerusalém que, segundo Ezequias 16, 4-5 afirma, tornar-se-ia uma cidade abandonada. Pelo contrário teve uma verdadeira mãe que o cuidava desde o primeiro instante. Um messias menino era praticamente impensado nos tempos de Jesus. Uma mãe solícita é o que descobrimos neste relato íntimo e familiar.

Os católicos descobriram Maria como instrumento vivo para a vida do Salvador. O Verbo escolheu o Homem Jesus, mas também escolheu de modo especial Maria como mãe.

OS PASTORES: Eram nômades que viviam no descampado pastoreando seu rebanho e à noite faziam suas vigílias para guardá-lo. A DOXA (o Kabod Jahveh) os envolveu de luz. No grego clássico doxa é a opinião favorável dos homens. No grego bíblico corresponde à tradução de Kabod , ou seja, a manifestação visível de Deus junto a seu povo, rodeando o tabernáculo (Ex 16,10) ou o templo na visão de Ezequiel (Ez 9,3). Deus toma como nova moradia os corpos simples dos pastores. São os novos tabernáculos, segundo o que Jesus declara à samaritana (Jo 4,24)

O ANÚNCIO: Era o nascimento de um Salvador, Messias Senhor, que por sua vez era causa de um grande gozo para todo o povo de Israel. Pois o Laós bíblico significa o povo escolhido diferente do ethnos, povo gentil. Soter (Moshaá) é o titulo de Deus quando realizava atos salvadores. Da raiz Yesha (salvação), provém o nome Yeshuá, nomes em hebraico que traduzem por Jesus. O segundo título dado pelo anjo é o de Cristo, (Khristós ou Mashiáh) Ungido. No AT era o título dos homens cuja missão era acompanhada de uma unção: o rei, o sacerdote e o profeta. O terceiro título é o de Senhor (Kyrios, que no AT era a tradução de Jahveh, no hebraico Mareh [só para reis e Deuses] e daí a fórmula maran athá = Senhor, vem! em 1Co 16,22). Os três títulos aparecem unidos em Fp 3, 20: "Nossa pátria está nos céus de onde esperamos como salvador o Senhor Jesus Cristo".

O PRESÉPIO: (Fatne ou Ebus ) O midrash judeu recolhe a lenda que, Adão castigado depois do pecado, replica a Deus: terei que comer no mesmo presépio que meu asno? Outra explicação é a de Isaias: conhece o boi seu dono e o asno o presépio de seu amo; mas Israel não me conhece; o povo não me discerne (1,3). Agora serão os pastores, os mais humildes, que conhecem Jesus e voltam louvando Deus. Finalmente o presépio era um sinal de que o menino era descendente de um rei que tinha sido pastor e nesse oficio elevado a rei. Era, pois aos pastores que Deus revela sua providencial intervenção de um messias pastor, nascido de uma mulher sem especial relevância (Lc 2, 48).

O CANTO: A DOXA significa honra que se deve tributar a Deus, como o leproso samaritano em Lc 17, 18. A divindade tem uma série de atributos que formam sua Doxa (sabedoria, poder, imortalidade...), mas o homem pode dar graças por uma intervenção poderosa e salvadora de Deus e esta é a glória que a Divindade espera e que os anjos louvam como louvarão os eleitos a majestade divina por toda a eternidade. Paz, ou Eirene, (shalom em hebraico) é o oposto a guerra e em sentido figurado significa tranquilidade de espírito.

Biblicamente no NT significa o conjunto de bens desejáveis. Quando se trata da paz messiânica abrange todos os bens essencialmente os de ordem espiritual, provindo diretamente de Deus, que o Messias devia aportar como príncipe da paz (Is 9,5), afirmando Miquéias que ele mesmo será a paz (5,4) O salmo 85, 9-10 resume perfeitamente este ambiente messiânico. Após o cântico de Zacarias a paz tem um sabor de perdão, de amizade renovada após um período de inimizade (Lc 1,77). Cristo fez horizontalmente de dois povos um só e verticalmente reconciliou a humanidade com Deus (Ef 2, 14-18).

A Nova Aliança que foi chamada pelos profetas aliança de paz (Ez 37,26) seria uma aliança entre amigos e não mais entre servos (Jo 15,15). A BOA VONTADE é uma tradução pouco feliz da palavra grega EUDOKIAS, que significa complacência, beneplácito, sem dúvida do hebraico RATSON, prazer, satisfação. É a palavra empregada no batismo de Jesus quando se submete à humilhação de ser considerado pecador (Lc 3, 22) ou no momento da transfiguração (Mt 12, 18). Um fundo em todos eles de filiação, o verdadeiro filho de Deus que se submete e no qual o Onipotente admite ter verdadeira complacência: Paz na terra aos filhos do beneplácito divino, poderíamos traduzir em definitivo.

PISTAS:.1) Muitos acreditam que quanto mais divinizemos a figura de Jesus tanto mais se tornará em proveito próprio essa imagem sagrada do mesmo que aparentemente despojamos da vertente humana.

O evangelho de hoje mostra o contrário: Deus quis se aproximar do homem, tornando-se um de nós, sem diferença, porque ele ama a humanidade e a admite no seu filho com e motivo de nossa meditação.

2). Se Cristo é como homem o modelo, poderemos pensar que tipo de homem [o sábio, o rico, o poderoso, o louvado e estimado], ou pelo contrário [o pobre, o humilde, o necessitado, o escondido e até excluído], foi desde o início o homem Jesus em quem o Verbo quis habitar pessoalmente unido a Ele.

Evidentemente o evangelho de hoje escolhe este segundo tipo e o descreve com especiais detalhes de modo que ninguém se sinta envergonhado de sua pequenez e insignificância.

3) Jesus é pastor, nasce como pastor e é visitado e adorado por pastores antes de ser Rei. Deus entre os homens gostará de ser o verdadeiro pastor trocando uma realeza esperada como era o esperado de um descendente do rei Davi, pelo ofício que este tinha de cuidar das ovelhas. O reinado de Cristo começa pelo serviço como pastor que dá a vida pelas ovelhas.

FELIZ E SANTO NATAL A TODOS!


Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/25882+homilia+de+bento+xvi

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Nascimento de João Batista

A Igreja celebra o nascimento de João como algo sagrado, e é o único nascimento que se festeja: celebramos o nascimento de João e o de Cristo e o seu nascimento foi motivo de alegria para muitos.
Quando São João Batista nasceu, a Virgem Maria estava em sua casa. Quanta alegria e doçura reinavam naquele lar. Os dias da Virgem em casa de Zacarias foram de grande gozo para todos. Maria dava um novo sentido aos pequenos sucessos quotidianos. Esta alegria contagiosa, de que participavam vizinhos e parentes.Os vizinhos e os parentes ouviram dizer que Deus a cumulara com sua misericórdia e com ela se alegraram.
Os vizinhos e parentes se alegraram por Isabel ter sido agraciada por Deus: Não temas, Zacarias, porque a tua súplica foi ouvida, e Isabel, tua mulher, vai te dar um filho, ao qual porás o nome de João. Terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento. Pois ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida embriagante; ficará pleno do Espírito Santo ainda no seio de sua mãe (Lc 1, 13-15).
Hoje, infelizmente, muitos se enchem de inveja e de ódio, quando ficam sabendo que uma pessoa recebeu alguma graça ou que está progredindo na vida. Essa é a atitude de pessoas amigas e discípulas do demônio.
Tu sabes quais são os sinais para saber se uma pessoa é invejosa?
1º Alegrar-se com o mal alheio. Se você percebe que uma pessoa se alegra com a desgraça do próximo, que sente prazer por qualquer insucesso ou fracasso do próximo, então já descobriu uma pessoa invejosa. Em 1 Pd 2, 1 diz: Rejeitai… qualquer espécie de inveja. Cuidado com esse tipo de gente; isto é, cuidado com a pessoa que se alegra com o mal alheio, a mesma é pior que o diabo. Os invejosos são piores que o diabo, pois o diabo não inveja os outros diabos, ao passo que os homens não respeitam sequer os participantes da sua própria natureza.
2º Entristecer-se com o bem alheio. Se você percebe que uma pessoa se entristece, só porque viu alguém subir de cargo, tome cuidado, ela é invejosa e venenosa. O invejoso não consegue se controlar diante do sucesso do próximo, ele fica inquieto e se transforma num monstro: Enruga a testa, cerra os dentes, torce o nariz, fica com o semelhante azedo e olhos fixos no chão. A inveja quando não destrói o invejado, tira a paz do invejoso!
3º Reprimir os louvores dados aos outros. O invejoso não suporta ouvir ninguém ser elogiado, logo diz algo contra a pessoa que foi elogiada; o mesmo encontra defeito em tudo. Aos olhos do invejoso qualquer defeito dos outros é grande. O invejoso também vê o bem, mas sempre com maus olhos. Até das pessoas santas o invejoso tenta tirar alguma coisa, não podendo negar o louvor aos santos, ele o faz com avareza e reserva. Quanta maldade!
4º Falar mal do próximo. A língua do invejoso se assemelha a uma metralhadora incontrolável; a sua inveja é tão grande, que ele fala mal do próximo publicamente e também em segredo; quanto aos defeitos dos outros, o invejoso sempre aumenta ou inventa. Da inveja nascem o ódio, a maledicência e a calúnia.
No Antigo Testamento a circuncisão era um rito instituído por Deus para assinalar como com uma marca e contra-senha os que pertenciam ao povo eleito. Deus mandou a circuncisão a Abraão como sinal da Aliança que estabelecia com ele e com toda a sua descendência (cfr Gn 17, 10-14), e prescreveu que se realizasse no oitavo dia do nascimento. O rito realizava-se na casa paterna ou na sinagoga, e além da operação sobre o corpo do menino, incluía bênçãos e a imposição do nome.
Com a instituição do batismo cristão cessou o mandamento da circuncisão. Os Apóstolos, no concílio de Jerusalém (cfr At 15, 1 ss.), declararam definitivamente abolida a necessidade do antigo rito para os que se incorporassem na Igreja.
A libertação da voz de Zacarias, no nascimento de João, é o mesmo que o rasgar-se do véu do templo, pela cruz de Cristo. Se se anunciasse a si mesmo, João não abriria a boca de Zacarias. Se solta a língua, porque nasce a voz; pois aos que disseram a João, já a prenunciar o Senhor. Com razão se soltou em seguida a sua língua, porque a fé desatou o que tinha atado a incredulidade. É um caso semelhante ao do apóstolo São Tomé, que tinha resistido a crer na Ressurreição do Senhor, e acreditou depois das provas evidentes que lhe deu Jesus ressuscitado (cfr Jo 20, 24-29). Com estes dois homens, Deus faz o milagre e vence a sua incredulidade; mas ordinariamente Deus exige-nos fé e obediência sem realizar novos milagres. Por isso repreendeu e castigou Zacarias, e censurou o apóstolo Tomé: Porque Me viste acreditaste; bem-aventurados os que sem ter visto acreditaram (Jo 20, 29).
As pessoas ali presentes compreenderam que estavam diante de algo sobrenatural, ainda que não tivessem um conhecimento completo do que estava a suceder: “… e por toda a região montanhosa da Judéia comentavam-se esses fatos”. E diziam: “Que virá a ser esse menino? ’ E, de fato, a mão do Senhor estava com ele”.
Que São João Batista abra os nossos olhos e a nossa língua, porque estamos cegos e mudos espiritualmente, os vícios nos cegaram, taparam e não conseguimos enxergar a e falar da grandeza de sua vida de santidade.


Padre Bantu Mendonça K. Sayla

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"A minha alma engrandece o Senhor"

“Magnificat” é o título latino muito cedo dado ao “Cântico de Maria”, o belo poema de Lc 1, 46-56. Mas engana-se quem pensa que Maria pronunciou tudo aquilo de improviso, dando uma de repentista.
O poema é uma coletânea de versos extraídos do Primeiro Testamento, tendo como pano de fundo o chamado Cântico de Ana (1 Sm 2,1-10).
E nesse sentido é poema de mulheres pobres, não só por marcar o encontro de Maria e Isabel, mas por se constituir em memória de um grupo que por nós precisa ser melhor conhecido.
Ao atribuir o poema a Maria, a comunidade de Lucas quer, entre outras coisas afirmar que a jovem mãe fazia parte dos pobres de Deus.
Desde a época da destruição do país pela Babilônia, que aconteceu por volta de 587 a.C., o povo israelita começa a esperar o restaurador do reino davídico, o Messias.
Com o passar do tempo, vão se constituindo grupos e partidos, cada um com sua teologia própria, cada um esperando um messias que viesse satisfazer seus interesses. Começam a se formular compreensões diferentes dessa figura.
Os fariseus, por exemplo, aguardavam a chegada de um messias que viesse restaurar o reino davídico a partir da exigência do cumprimento total da Lei de Moisés. Os zelotas, por sua vez, aguardavam um messias guerrilheiro que expulsasse a dominação romana por meio de uma revolução armada.
Apesar dos poucos registros históricos, sabemos da existência de um outro grupo que se reunia para louvar ao Deus dos pobres, na espera de um messias que viesse do meio dos pobres, tal como havia profetizado Zacarias: “Eis que o teu rei vem a ti; ele é justo e vitorioso, humilde, montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho da jumenta” (Zc 9,9). Trata-se dos ‘anawîm, os pobres de Deus.
Desse grupo faziam parte, provavelmente, Isabel e Zacarias, os pais de João Batista, justos diante de Deus (Lc 1,5-6); o justo e piedoso Simeão, que aguardava a consolação de Israel (Lc 2, 25); a profetiza Ana, com seus oitenta e quatro anos de sonho e esperança (Lc 2, 36-38). E Maria, com seu noivo José, que também era justo, conforme Mt 1,19.
O termo “justo” é um adjetivo freqüentemente atribuído às pessoas participantes do grupo dos ‘anawîm. É notável a liderança das mulheres entre os ‘anawîm. Muito provavelmente em seus momentos de encontro, de oração, elas iam coletando frases do Primeiro Testamento e compondo canções como o Magnificat.
Os capítulos iniciais do evangelho de Lucas recolhem ainda o chamado Cântico de Zacarias (Lc 1, 68-75), outro exemplo desses poemas. Maria sabia de cor essas canções, elas eram a história do seu povo. Composição de mulheres que conhecem bem as Escrituras
Numa cultura onde as mulheres não tinham acesso às letras, chama a atenção como no Magnificat se fazem presentes os textos bíblicos.
É evidente a força feminina na manutenção da história através da memória oral, visto que a escrita estava ligada a pequenos grupos, normalmente de homens detentores do poder. Assim perceberemos como Maria e as suas companheiras conheciam bem a história de seu povo e dela tiravam forças para lutar.
A principal fonte inspiradora do Magnificat é o Cântico de Ana, mulher estéril, por isso discriminada e humilhada. Na amargura, chora e derrama a sua alma diante de Deus (1 Sm 1,10.15). Mas sabe expressar a sua gratidão ao se tornar mãe de Samuel: “eu o pedi a Javé” (1 Sm 1, 20).
Muito sabiamente, o redator de 1Sm a ela atribui o poema presente em 1Sm 2,1-10. “O meu coração exulta em Deus, a minha força se exalta arco dos poderosos é quebrado, os fracos são cingidos de força” (vv 1.4-5).
Entretanto, o Magnificat percorre vários livros do Primeiro Testamento.
Isaías havia dito: Transbordo de alegria em Javé, a minha alma se alegra, porque ele me vestiu com vestes de salvação, cobriu-me com um manto de justiça.. (Is 61,10). Hab 3,18 diz algo semelhante: “Eu me alegrarei em Javé, exultarei no Deus de minha salvação. A figura do “servo sofredor” também é retomada, quando o poema diz que o Senhor “socorreu Israel seu servo”(Lc 1,54).
Em Maria acontece algo extraordinário: toda a sua alma concebe o Verbo de Deus, porque ela foi imaculada e isenta de vícios, guardou a sua castidade com pudor inviolável. Assim, com Maria, engrandece ao Senhor, aquele que segue dignamente a Jesus Cristo.
A Virgem humilde de Nazaré vai ser a Mãe de Deus; jamais a onipotência do Criador se manifestou de um modo tão pleno. E o Coração de Nossa Senhora manifesta de modo transbordante a sua gratidão e a sua alegria. E então, canta: a minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador.

Dezembro: Fim e Recomeço



O mês de dezembro representa um fim... mas um fim que anuncia um recomeço ou um novo ano. Essa sucessão de anos, que vão sendo contados em ordem crescente, faz pensar: um aumento numérico sem aumento qualitativo pode gerar monstruosidade; exige qualidade correspondente à quantidade que cresce. O fim do ano nos aproxima do fim de nossa caminhada na terra, mas nos aproxima também do começo de nossa vida definitiva. Se o corpo envelhece, a alma não envelhece; é dotada de juventude perene; se na velhice do corpo ela não se manifesta, isto se deve a deterioração do corpo, e não a insuficiência da alma humana, que tem o corpo como seu instrumento. Nesse contexto pode-se crer que três sentimentos movem o cristão peregrino na terra:
1) Gratidão ao Senhor pelo dom da vida. O tempo é a primeira dádiva de Deus ao homem; é tempo redimido pelo sangue de Cristo, tempo de santificação ou kairós. Junto com a gratidão vai um ato de arrependimento pelo possível descaso do tempo que foi confiado a cada um. Arrepender-se não humilha é atitude nobre, que supõe a coragem de reconhecer a verdade e confessá-la a Deus e a quem compete ouvi-la.
2) Mais maturidade... A vida é uma escola, em que vamos aprendendo a escalonar sempre melhor os nossos valores, de modo a viver sempre mais acertadamente na demanda do Absoluto e Definitivo. O começo de novo ano é um convite a mais seriedade e profundidade. São Paulo fala muito do crescer em maturidade: "Não sejamos crianças, joguetes das ondas, sacudidos por qualquer vento de doutrina; ao contrário, com a sinceridade do amor, cresçamos até alcançar inteiramente aquele que é a Cabeça, Cristo" (Ef 4,14s).
3) Alegria... Se, de um lado, o corpo vai-se fragilizando com o tempo e obrigando a renunciar a muitos valores legítimos, de outro lado, o cristão se regozija porque vai chegando ao fim da sua peregrinação e, como um barco que navega, é mais e mais penetrado pela luz da vida definitiva emitida pelo porto ao qual tende. A vida do cristão não pode deixar de ser marcada por uma viva alegria interior, pois deve ser um progresso que, deixando para trás infantilismo e imaturidade, vai sendo invadida pelos valores eternos que lhe serão cada vez mais próximos. Só há um mal que possa perturbar essa alegria íntima: o pecado ou a fuga diante do Absoluto e Eterno.

 
Pe. Estêvão Bettencourt, OSB 
(Nascimento: 16/09/1919, no Rio de Janeiro, RJ e 
Falecimento: 14/04/2008, no Rio de Janeiro, RJ)
Diretor Emérito da Escola Mater Ecclesiae