quinta-feira, 18 de maio de 2023

Carta para a Giovana

 Deus é gracioso! E tamanha é a Graça de Deus que ela transborda sobre todos nós, apesar de nossas limitações e fraquezas.

Nós não poderíamos ter escolhido um nome mais adequado para você, nossa querida Giovana! Seu nome significa "Graça de Deus".
Você, assim como irmão, são verdadeiros presentes de Deus em minha vida! Somente Ele seria tão generoso em permitir que eu fosse mãe de duas crianças tão lindas e amáveis como vocês! 
Sua chegada em nossa vida foi um pouco diferente do que eu esperava, confesso. Achei que ser mãe de menina seria como sentir uma suave brisa depois de uma tempestade, aquele sentimento de calmaria, sossego. 
Mas você veio e nos fez renovar a energia, porque para acompanhar seu ritmo foi necessária uma dose extra de disposição! Você é uma criança extremamente alegre, comunicativa e demonstra uma urgência em descobrir e participar do mundo ao seu redor!
Estar ao seu lado é garantia de ouvir muitas histórias e de perder a hora enquanto você nos faz brincar de casinha. Você trouxe mais amor e mais alegria para nossa vida! Sou grata a você por me fazer sentir novamente todos esses sentimentos bons, diariamente! E sou imensamente grata a Deus, por tudo! Você me ensinou que sempre é possível caber mais amor no coração!


terça-feira, 11 de abril de 2023

Ação policial nas escolas

 Hoje começou uma ação da polícia militar para aumentar a segurança das escolas. É uma boa iniciativa. Mas é iniciativa, precisa ter continuidade. Tenho fé que se nos unirmos conseguiremos uma ação eficaz pela segurança de todos e penso que precisamos também assumir nosso papel de educar nossos filhos, prepará-los para tornar o mundo um lugar melhor e mais santo.

Pausa pra risos: os policiais estavam na porta da escola que minha filha estuda. Ela me olhou e falou: tem "puliça" aqui mamãe. Eu respondi: sim filha, é pra proteger vocês de pessoas malvadas. Ela respondeu: mas mamãe, é você que me protege das pessoas malvadas! Eu sorri e disse: não se preocupe filha, se aparecer alguém malvado, os policiais vão ligar pra mamãe vir aqui. 

quarta-feira, 8 de março de 2023

Aniversário do Fred

 O tempo passa com a mesma velocidade para todos, sem dúvidas. A diferença está no que se faz com o tempo. Tenho visto meus filhos crescerem e percebo que, a cada dia, precisam menos de mim. É uma sensação bem estranha... eu deveria pensar que é ótimo eles serem independentes, quererem fazer as próprias escolhas, experimentarem o mundo e conhecerem as belezas que Deus reservou pra nós. Mas ainda não atingi esse nível de maturidade e o sentimento que prevalece é o desconforto por não ser insubstituível. Ser mãe é difícil, é muito difícil as vezes. São conflitos que nunca acabam, apenas mudam de causa. É servir e servir, todos os dias. Embora não exista tarefa mais prazerosa que essa. Quando um filho pede pra comemorar o aniversário de um bicho de pelúcia, naquele dia que já começou cansativo e tudo o que queremos é sentar pra não desabar com o peso que ameaça nos derrubar, a voz lá no fundo do coração lembra: "aproveite e deixe que ele aproveite a infância e a inocência, porque o tempo passa." E como passa! Só espero desfrutar ao máximo cada pedacinho dele! Então fica aqui o registro do aniversário do Fred, soprando a velinha com a ajuda do Tiago. E aquele sorriso das crianças durante a festa improvisada com sanduiche natural, cheetos, pão de queijo, suco industrializado e um bolinho sem cobertura, já serve como remédio e lembrete do que realmente importa.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Depoimento de uma mãe depois de levar a segunda filha pra escola

 Aguardei ansiosamente a ligação vinda da escola, dizendo que minha filha não aguentou ficar longe de mim, que eu deveria ir buscá-la.... a ligação não veio, verifiquei nas chamadas e não tinha nenhuma perdida, vou ligar na Vivo e saber se teve problema com sinal hoje...

Ao chegar na escola para buscá-la no fim da aula, a diretora olha pra mim com os olhos arregalados e diz: sua filha é bem sapequinha né?
Claro que eu olhei pra todos os lados ao redor pra conferir se ela estava falando comigo mesmo. Ela podia ter confundido as crianças, porque no primeiro dia de aula, com 100 crianças na escola, por que ela iria lembrar justo da minha filha?
Mas não tinha ninguém ao redor e ela confirmou: É a sua mesmo Kátia! 😳😅
Eu sorri, meio encabulada, e disse com o sorriso mais amarelo do mundo: Mesmo Leda?
E ela responde: Sim, esperta d+! De muito expediente 😂😂😂😂
Na hora eu não dei muito assunto, vai que ela resolve revelar algum comportamento muito "travesso" perto dos outros pais... Só sorri e disse que ela é espertinha mesmo.
Ao chegar em casa vi que o uniforme dela tinha cores de vários alimentos diferentes, suco, Todinho...
Quando abri a lancheira, vi que ela estava intacta... só fico pensando se o coleguinha que dividiu o lanche fez isso por vontade própria ou se foi o "expediente" da Giovana que forçou a situação 😅
Por hoje é só! Vamos ver como será o resto do ano 😘

terça-feira, 23 de março de 2021

Tão perto e tão longe....

😷
Casa de mãe é alegria e estresse. Tem briga, tem conversa alta e tem o melhor arroz e feijão do mundo.

Tem bagunça, tem cachorro, tem quintal, tem sol na janela que incomoda, mas tem aconchego, tem paz, tem nossas memórias de criança - de valor incalculável!
Acima de tudo, tem muito amor...
Saudades de casa! Dói no coração e vaza pelos olhos.

E ainda tem gente que ignora o perigo da pandemia.
Se os sintomas não são severos para levar a pessoa para o hospital, não significa que a doença não seja ruim o suficiente para manter isoladas as pessoas que amamos, tão antes da hora. Tão perto e tão longe.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

"Mamãe, eu não quero que você mude"

 "Mamãe, eu não quero que você mude"

Essa foi a resposta do Tiago, com 4 anos de idade, quando eu contei que no dia seguinte eu iria pro hospital trazer a irmãzinha.
Sempre que me lembro desse momento, voltam aquele nó na garganta e as lágrimas que precisei conter.
Será que ele já sabia da enorme mudança que haveria em nossas vidas?
Fico pensando no que passou pela sua cabeça, ou talvez no coração, que o motivou a dizer que não queria que eu mudasse. Ele não tinha como saber o quanto eu mudei desde que ele nasceu e o quanto eu ainda mudaria. Mudanças... As vezes penso que é só disso que se trata a minha vida. Eu mudei tanto ao longo dos anos. Mudei minha forma de ver mundo, na tentativa de não surtar. Mudei o jeito de amar, pra não sufocar e nem ser sufocada. Mudei meu comportamento, para me enquadrar no gosto dos outros (a pior mudança que alguém pode passar e a que mais me magoou). Mudei de novo minhas atitudes, pra voltar a ser quem eu era e descobri que não era mais possível, de alguma forma eu mudei de novo sem querer. Mudei o modo de encarar a maternidade, me vi uma mãe que eu nunca imaginei me tornar. Mudei depois do aborto, mudei meu trabalho, mudei depois da segunda gravidez, depois do parto, das primeiras vacinas, dos primeiros alimentos, depois da terceira gravidez, mudei tudo. Meu Deus! Será que sobrou alguma coisa em mim que não se transformou? Talvez... mas não garanto que até terminar este texto eu não tenha mudado de novo.
De uma coisa estou certa, algumas mudanças são extremamente necessárias.
Se não mudamos, dificilmente conseguiremos atingir nosso potencial.
Penso que precisamos saber onde queremos chegar e quem queremos ser para mudar o que for preciso.
Até mesmo a forma de amar nossos filhos muda, amamos aqueles bebês que ficam aconchegados em nosso colo, mas precisamos mudar e saber amar quando eles não querem mais o colinho da mamãe, quando querem explorar cada canto de casa. E precisamos mudar de novo pra caber mais amor no coração, quando um novo filho está prestes a chegar e o mais velho não deseja a mudança.
"Mamãe, eu não quero que você mude"
Mas eu já estava mudando, nem se eu quisesse eu poderia impedir outra mudança.
Eu só não tinha palavras pra explicar a profundidade daquele acontecimento de uma forma que seu coração de 4 anos pudesse entender. Pra minha sorte, meu instinto de mãe me lembrou que eu não precisava de palavras, bastava um abraço pra acalmar seus medos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Sorte

 "Eu te amo Giovana, você tem muita sorte de ter um irmão como eu" 

Palavras Do Tiago, ditas para a Giovana.


Mal sabem vocês que eu sou a sortuda por ter vocês como filhos. Presenciar essa delicadeza, essa simplicidade das crianças é sorte, ou mais provavelmente: Graça de Deus.... 

Que Deus os abençoe e conserve esse amor e carinho! É dessa simplicidade que o mundo precisa!

Por que ter filhos?

Qual o sentido de sonhar uma vida para nossos filhos enquanto ainda são gerados em nosso ventre para depois de nascer eles já terem que enfrentar um mundo de frustrações? É lindo acompanhar cada descoberta, as mãos que se transformam em brinquedos, os brinquedos que se transformam em personagens, os personagens que ganham vida, a vida que muda a cada dia. É lindo acompanhar isso e ter o prazer de pensar: eu ensinei, eu participei de tudo.

Mas aí eles crescem e já não precisam mais de nós. "Mamãe eu não preciso da sua ajuda, eu já sei me vestir sozinho". E uma simples frase de uma criança de 5 anos faz nascer em nós um sentimento de impotência tão forte que nos faz pensar se já acabou nosso trabalho. Como assim? Você é uma criança! Ontem mesmo você era um bebê que segurava minha mão como se isso fosse a coisa mais importante do mundo. Ainda  ontem você corria para meus braços em busca de um sopro que iria sarar seus machucados instantaneamente. Você não pode ter crescido tão rápido. Mas você cresceu e continua crescendo. Louvo e agradeço a Deus por isso. Mas e eu? Como fico? Ao lado, vendo tudo acontecer. E penso que isso deve fazer parte do milagre que é trazer uma vida ao mundo: gerá-los e criá-los para conseguir lidar com esse mundo louco em que vivemos. E que péssima mãe eu seria se não o preparasse para isso, se não o ajudasse a ser independente, se não o ensinasse que eu estarei ali mesmo que ele não precise mais da minha ajuda. Meu amor por você é uma mistura de sentimentos, conflitantes na maior parte do tempo. Queria poder te segurar pra sempre assim, como meu pequeno filho que quase não cabe no meu colo. Mas quero te ajudar a descobrir como usar suas asas e poder explorar tudo de bom que o mundo tem a te oferecer. Voe meu filho, mas não tão logo, não sem a mamãe poder aprender a lidar com a altura que você pode atingir.


quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Quando percebi, o amor tomou uma forma diferente.

 Quando percebi, o amor tomou uma forma diferente.


Durante toda a vida aprendemos sobre o amor. Descobrimos o amor no cuidado de nossa família, nas travessuras de criança, nas conversas sem fim com os amigos, no romance que surge sem ser convidado...
Aí você entende que o amor é mais doação, quando a felicidade vem do "fazer o outro feliz".
E o amor continua ali todo dia. As vezes ele fica quietinho, tímido, mas reaparece forte e fiel quando necessário.
Depois percebemos que o amor já não consegue ficar contido, ele precisa sair de nós. Então temos os filhos. Quando percebi, o amor tomou uma forma diferente.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Maternidade

 Algumas palavras mudam o significado ao longo da vida... 

A maternidade, para mim, vai muito além de ter filhos. 

Abrange todos os sentimentos e emoções que acompanharam a chegada deles. Já acreditei que a mãe bem sucedida é aquela que tem a casa sempre organizada, refeições elaboradas com contagem de nutrientes adequada ou que encontra tempo para se arrumar e estar sempre linda... 

Hoje penso que o sucesso na maternidade é ter os filhos saudáveis e com um sorriso verdadeiro no rosto. Sucesso é conseguir se sentar pra fazer um lanche e ver o que está comendo. Ou lembrar de usar condicionar ao lavar o cabelo. Exagero? Eu queria que fosse. 😅


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Talvez sejam meus olhos


Talvez sejam meus olhos que me enganam e não me deixam perceber o tempo passando. Mas ele passa. E com ele vemos o ciclo da vida tomando forma.
Eu não me arrisco a dizer que sei qual é o sentido da minha vida, o porquê de eu ter vindo ao mundo, qual a minha missão... Talvez eu vá sem tomar conhecimento disso.
Mas posso dizer que eu estou vivendo e apreciando tudo o que Deus tem me dado, inclusive o que eu tenho feito com cada presente.
E agora me refiro à família que formei. Casar fazia parte dos meus planos, provavelmente igual aos planos de qualquer menina que sonha em se vestir de princesa e encontrar seu príncipe. A vida conjugal sempre foi uma delícia, até eu engravidar. Não que a gravidez tenha sido acidental, pelo contrário, foi planejada por nós e abençoada por Deus. Mas ter um filho me mostrou várias características minhas que eu sequer sabia possuir. E para o casamento, torna-se um desafio. Porque cada mínima decisão que tomamos, não atinge apenas nós e nossos parceiros, mas atinge também a criança que acabou de chegar.
Ser mãe nunca foi um sonho pra mim, estava mais para uma consequência do casamento, algo natural da vida, você casa e tem filhos. Pronto. Sendo assim, tudo indicava que eu seria uma mãe super tranquila, relaxada. Eu não podia estar mais enganada quanto a isso.
Mas minhas emoções e sentimentos de mãe são assuntos para outro post.
Aqui o assunto é a passagem do tempo... Que insiste em se apressar.
Hoje, quando tento lembrar de minha infância, percebo que fui muito feliz. Tenho várias lembranças boas, de brincadeiras no quintal, passeios a cachoeiras, várias pequenas “grandes aventuras” que vivi, várias escolas que frequentei, inúmeras crianças que passaram pela minha vida, restando tão poucas que posso considerar minhas amigas. E com certeza também foi assim com meu marido, o tempo passou, mas se encarregou de não ser em vão.
E agora vejo nosso filho, em seu primeiro dia na escola. São muitos sentimentos que chegam em forma de um nó na garganta. Eu jamais conseguiria explicar todos eles.
Reconheço o medo de ele não receber todo o carinho que eu gostaria, a preocupação de que ele não goste da escola, a incerteza de ter feito uma boa escolha, mas me alegro em reconhecer principalmente a gratidão, por poder viver e experimentar tudo isso. Gratidão a Deus por ter abençoado cada passo até aqui e ter a certeza de que estou conseguindo viver todos os momentos, apesar do tempo que passa ligeiro, apesar dos meus olhos que às vezes me enganam e não me deixam perceber o tempo passando.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Por uma vida sem filtros


Como você enxerga o mundo ao seu redor? A vida pode ser muito mais bonita sem filtros. Feliz Natal. =) #Canonbr #NatalCanon

Vídeo disponível no canal da Canon Brasil em https://www.youtube.com/channel/UCXpOPBZ2MEFPljcUMDw7GOA

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Não existe criança difícil, difícil é ser criança em um mundo de pessoas cansadas


Não existe criança difícil, o difícil é ser criança em um mundo de pessoas cansadas, ocupadas, sem paciência e com pressa. Existem pais, professores e tutores que se esquecem de um dos compromissos mais importantes da educação de uma criança: o de oferecer aventuras infantis.
Este é um problema tão real que, por vezes, podemos ficar preocupados pelo simples fato de uma criança ser inquieta, barulhenta, alegre, emotiva e enérgica. Há pais e profissionais que não querem crianças, querem robôs.
O normal é que uma criança corra, voe, grite, experimente, e faça do seu ambiente um parque de diversões. O normal é que uma criança, pelo menos nas idades prematuras, se mostre como ela é, e não como os adultos querem que ela seja.
Mas para conseguir isso, é importante entender duas coisas fundamentais:
·         A agitação não é uma doença: queremos um autocontrole que nem a natureza nem a sociedade fomenta.
·         Fazemos uma favor às crianças se as deixarmos ficar aborrecidas e evitarmos a superestimulação.

Doenças? Medicação para as crianças? Por quê?

Mesmo estando muito na moda no setor de saúde e escolar, a verdadeira existência do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é muito questionável, pelo menos da forma exata como está concebido. Atualmente considera-se que este transtorno é uma caixa onde se amontoam casos diversos, que vão desde problemas neurológicos até problemas de comportamento ou de falta de recursos e habilidades para encarar o dia a dia.
As estatísticas são esmagadoras. Segundo dados do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais IV- TR (DSM-IV TR), a prevalência do TDAH nas crianças é de 3 a 7 casos por cada 100 meninos e meninas. O que preocupa é que a hipótese biológica subjacente a isto é simplesmente isso, uma hipótese que é comprovada por ensaio e erro com raciocínios que começam por “parece que isto ocorre porque…“.
Enquanto isso, estamos supermedicando as crianças que vivem conosco porque elas mostram comportamentos perturbadores, porque não nos mostram atenção e porque parecem não pensar quando realizam as suas tarefas. É um tema delicado, por isso temos que ser devidamente cautelosos e responsáveis, consultando bons psiquiatras e psicólogos infantis.
Partindo desta base, devemos destacar que não existe um exame clínico nem psicológico que determine de forma objetiva a existência do TDAH. Sem dúvida os exames são realizados com base em impressões e realização de provas distintas. O diagnóstico é determinado com base no momento em que são realizadas e na impressão subjetiva destas provas. Inquietante, não é?
Não podemos esquecer que estamos medicando as crianças com anfetaminas, antipsicóticos e ansiolíticos, os quais podem causar consequências nefastas no desenvolvimento neurológico delas. Não sabemos qual vai ser a repercussão deste medicamento e muito menos do uso excessivo do mesmo. Um medicamento que apenas vai reduzir a sintomatologia, mas que não reverte de forma alguma o problema.
Parece uma selvageria, mas… Por que isso continua? Provavelmente um dos motivos é o financeiro, pois a indústria farmacêutica move bilhões graças ao tratamento farmacológico administrado às crianças. Por outro lado está a filosofia do “melhor isto do que nada”. O autoengano da pílula da felicidade é um fator comum em muitas patologias.
Deixando de lado rótulos e diagnósticos que, na proporção em que se dão, tornam-se questionáveis, devemos colocar os freios e ter consciência de que muitas vezes os que estão doentes são os adultos, e que o principal sintoma é a má gestão das políticas educativas e das escolas.
Cada vez mais especialistas estão tomando consciência disto e procuram impor restrições a pais e a profissionais que sentem a necessidade de colocar a etiqueta de TDAH em problemas que, muitas vezes, provêm principalmente do meio familiar e da falta de oportunidades dadas à criança para desenvolver as suas capacidades.
Como afirma Marino Pérez Álvarez, especialista em Psicologia Clínica e professor de Psicopatologia e Técnicas de Intervenção na Universidade de Oviedo, o TDAH nada mais é que um rótulo para comportamentos problemáticos de crianças que não têm uma base científica neurológica sólida como é regularmente apresentada. Ele existe como um rótulo infeliz que engloba problemas ou aspetos incômodos que efetivamente estão dentro da normalidade.
“Não existe. O TDAH é um diagnóstico que carece de identidade clínica, e a medicação, longe de ser propriamente um tratamento, é na realidade doping”, afirma Marino. Generalizou-se a ideia de que o desequilíbrio neurológico é a causa de vários problemas, mas não há certeza de que ele seja causa ou consequência. Isto é, os desequilíbrios neuroquímicos também podem ser gerados na relação com o que rodeia a criança.
Ou seja, a pergunta adequada é a seguinte: o TDAH é ciência ou ideologia? Convém sermos críticos e olharmos para um mundo que fomenta o cerebrocentrismo e que procura as causas materiais de tudo sem parar para pensar sobre o que é a causa e o que é a consequência.
Partindo desta base, deveríamos pensar em quais são as necessidades e quais são os pontos fortes de cada criança e de cada adulto suscetível a ser diagnosticado. Abordar isto de maneira individual proporcionará mais saúde e bem-estar, tanto dos pequenos como da sociedade em geral. Então, a primeira coisa que devemos fazer é uma análise crítica de nós mesmos.

sábado, 8 de setembro de 2018

Natividade de Nossa Senhora


 “A celebração de hoje — lemos no trecho dos discursos de santo André de Creta proclamado no atual Ofício das leituras — honra a natividade da Mãe de Deus. Mas o verdadeiro significado e o fim deste evento é a encarnação do Verbo. De fato Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, de Deus”. É este afinal o motivo pelo qual somente de Maria (além de João Batista e naturalmente Jesus Cristo) não é festejado só o nascimento para o céu, o que acontece com os outros santos, mas também a vinda a este mundo. Na realidade o maravilhoso neste nascimento não está no que narram com generosidade de detalhes e com ingenuidade os apócrifos, mas antes no passo significativo à frente que Deus dá na atuação do seu eterno desígnio de amor. Por isso a festa de hoje foi celebrada com louvores magníficos por muitos santos Padres, que tiraram suas conclusões da Bíblia e de sua sensibilidade e ardor poético. Leiamos algumas expressões do Segundo sermão sobre a natividade de Maria de são Pedro Damião:
“Deus onipotente, antes que o homem caísse, previu a sua queda e decidiu, antes dos séculos, a redenção humana. Decidiu portanto encarnar-se em Maria”.
"Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa bela, porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo. Salomão celebrou de modo soleníssimo a inauguração de um templo de pedra. Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo encarnado? Naquele dia a glória de Deus desceu sobre o templo de Jerusalém sob forma de nuvem, que o obscureceu. O Senhor que faz brilhar o sol nos céus, para a sua morada entre nós escolheu a obscuridade (1Rs 8,10-12), disse Salomão na sua oração a Deus. Este mesmo templo estará repleto pelo próprio Deus, que vem para ser a luz dos povos”.
“Às trevas do paganismo e à falta de fé dos judeus, representadas pelo templo de Salomão, sucede o dia luminoso no templo de Maria. É justo, portanto, cantar este dia e Aquela que nele nasceu. Mas como poderíamos celebrá-la dignamente? Podemos narrar as façanhas heroicas de um mártir ou as virtudes de um santo, porque são humanas. Mas como poderá a palavra mortal, passageira e transitória exaltar Aquela que deu à luz a Palavra que fica? Como dizer que o Criador nasce da criatura?”

Extraído do livro: Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.
Fonte: https://www.paulus.com.br/portal/santo/natividade-de-nossa-senhora#.W5Fwmc5KjDc

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Prece de hoje


Que eu aprenda a não deixar meu coração se inquietar com o que é passageiro. Só a paz de Deus é perfeita. Só a felicidade que vem Dele é infinita. Só a vida que é vivida com Deus tem verdadeiro significado. 

"Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti". 
Santo Agostinho

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

“Há uma tragédia silenciosa em nossas casas”


“Há uma tragédia silenciosa em nossas casas”, viral que tem contagiado a internet

 30 de junho de 2018
Por Victoria Prooday 


Há uma tragédia silenciosa que está se desenvolvendo hoje em nossas casas e diz respeito às nossas joias mais preciosas: nossos filhos. Nossos filhos estão em um estado emocional devastador! Nos últimos 15 anos, os pesquisadores nos deram estatísticas cada vez mais alarmantes sobre um aumento agudo e constante da doença mental da infância que agora está atingindo proporções epidêmicas.
As estatísticas:
– 1 em cada 5 crianças tem problemas de saúde mental;
– um aumento de 43% no TDAH foi observado;
– um aumento de 37% na depressão adolescente foi observado;
– um aumento de 200% na taxa de suicídio foi observado em crianças de 10 a 14 anos.
O que está acontecendo e o que estamos fazendo de errado?
As crianças de hoje estão sendo estimuladas e superdimensionadas com objetos materiais, mas são privadas dos conceitos básicos de uma infância saudável, tais como:
pais emocionalmente disponíveis;
limites claramente definidos;
responsabilidades;
nutrição equilibrada e sono adequado;
movimento em geral, mas especialmente ao ar livre;
jogo criativo, interação social, oportunidades de jogo não estruturadas e espaços para o tédio.
Em contraste, nos últimos anos as crianças foram preenchidas com:
– pais digitalmente distraídos;
– pais indulgentes e permissivos que deixam as crianças “governarem o mundo” e sem quem estabeleça as regras;
– um sentido de direito, de obter tudo sem merecê-lo ou ser responsável por
obtê-lo;
– sono inadequado e nutrição desequilibrada;
– um estilo de vida sedentário;
– estimulação sem fim, armas tecnológicas, gratificação instantânea e ausência de momentos chatos.
O que fazer?
Se queremos que nossos filhos sejam indivíduos felizes e saudáveis, temos que acordar e voltar ao básico. Ainda é possível! Muitas famílias veem melhorias imediatas após semanas de implementar as seguintes recomendações:
– Defina limites e lembre-se de que você é o capitão do navio. Seus filhos se sentirão mais seguros sabendo que você está no controle do leme.
– Oferecer às crianças um estilo de vida equilibrado, cheio do que elas PRECISAM, não apenas o que QUEREM. Não tenha medo de dizer “não” aos seus filhos se o que eles querem não é o que eles precisam.
– Fornecer alimentos nutritivos e limitar a comida lixo.
– Passe pelo menos uma hora por dia ao ar livre fazendo atividades como: ciclismo, caminhadas, pesca, observação de aves/insetos.
– Desfrute de um jantar familiar diário sem smartphones ou tecnologia para distraí-lo.
– Jogue jogos de tabuleiro como uma família ou, se as crianças são muito jovens para os jogos de tabuleiro, deixe-se guiar pelos seus interesses e permita que sejam eles que mandem no jogo.
– Envolva seus filhos em trabalhos de casa ou tarefas de acordo com sua idade
(dobrar a roupa, arrumar brinquedos, dependurar roupas, colocar a mesa, alimentação do cachorro etc.).
– Implementar uma rotina de sono consistente para garantir que seu filho durma o suficiente. Os horários serão ainda mais importantes para crianças em idade escolar.
– Ensinar responsabilidade e independência. Não os proteja excessivamente
contra qualquer frustração ou erro. Errar os ajudará a desenvolver a resiliência e a aprender a superar os desafios da vida.
– Não carregue a mochila dos seus filhos, não lhes leve a tarefa que esqueceram, não descasque as bananas ou descasque as laranjas se puderem fazê-lo por conta própria (4-5 anos). Em vez de dar-lhes o peixe, ensine-os a pescar.
– Ensine-os a esperar e atrasar a gratificação.
Fornecer oportunidades para o “tédio”, uma vez que o tédio é o momento em que a criatividade desperta. Não se sinta responsável por sempre manter as crianças entretidas.
– Não use a tecnologia como uma cura para o tédio ou ofereça-a no primeiro segundo de inatividade.
– Evite usar tecnologia durante as refeições, em carros, restaurantes, shopping centers. Use esses momentos como oportunidades para socializar e treinar cérebros para saber como funcionar quando no modo “tédio”.
– Ajude-os a criar uma “garrafa de tédio” com ideias de atividade para quando estão entediadas.
– Estar emocionalmente disponível para se conectar com crianças e ensinar-lhes autorregulação e habilidades sociais.
– Desligue os telefones à noite quando as crianças têm que ir para a cama para evitar a distração digital.
– Torne-se um regulador ou treinador emocional de seus filhos. Ensine-os a reconhecer e gerenciar suas próprias frustrações e raiva.
– Ensine-os a dizer “olá”, a se revezar, a compartilhar sem se esgotar de nada, a agradecer e agradecer, reconhecer o erro e pedir desculpas (não forçar), ser um modelo de todos esses valores.
– Conecte-se emocionalmente – sorria, abrace, beije, faça cócegas, leia, dance, pule, brinque ou rasteje com elas.

E compartilhe se você percebeu a importância desse texto!

Dr. Luís Rajos Marcos
Médico Psiquiatra


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Carta para o Tiago


Um fato sobre mim: eu adoro escrever! Especialmente sobre como eu me sinto em relação a tudo. Creio que as palavras escritas tem um poder de permanecer apesar do tempo. Às vezes a memória falha, em outras as emoções entram em conflito e frequentemente acho difícil verbalizar um sentimento.
Eu já desejava escrever para você desde o momento em que eu soube que você foi gerado, mas esperei. Esperei porque sua chegada foi um divisor de tempo: como eu era antes de você e como eu sou depois de você nascer. Muitas coisas aconteceram e me fizeram mudar de opinião incontáveis vezes. Nenhum filho é igual ao outro e sua gestação também não seria igual a minha primeira. Eu já era mãe antes de você, mesmo que eu tenha experimentado a gravidez por um tempo curto demais a meu gosto. Para mim a maternidade começou aí, com um filho que infelizmente eu não tive o prazer de conhecer, mas que me ensinou algumas alegrias e dores de ser mãe.
Eu pensava que ser mãe era algo natural, que acontece de forma amena, um novo ser que chega e preenche um espaço que surgiu por nossa própria vontade. O amor já existia desde o princípio, mas era um amor sossegado, uma ternura por alguém que eu ainda não conhecia. Eu ainda não tinha formado em minha mente o significado de instinto, de proteção, pois você estava dentro da minha barriga. A ideia de algo ruim acontecer com você era simplesmente absurda, era como se você estivesse sempre atrás de um escudo impenetrável, que te protegia de tudo mas que me permitia sentir seus movimentos dentro de mim. A gestação foi uma fase maravilhosa, tranquila, uma espera boa. Eu só não imaginava o quanto você iria me mudar.
Quando você nasceu a primeira sensação que tive foi de que o escudo havia sumido. O amor sossegado se transformou em um amor constantemente preocupado. Aí eu compreendi o que é instinto de proteção. Eu não escolhi ser o tipo de mãe que eu sou. Até hoje me pego pensando como teria sido se eu conseguisse ser uma mãe mais relaxada, menos preocupada com açúcar e alimentação saudável, sem tanto medo de que algo ruim pudesse te acontecer e sempre chego a uma conclusão: eu nunca vou saber como teria sido porque não foi uma escolha minha ser assim. Foi um instinto. Foi meu amor extremamente preocupado. Eu mudei minha própria alimentação para que você não sentisse cólicas após a amamentação. Eu deixei de fazer inúmeras coisas para que eu estivesse sempre disponível para você e suas necessidades. Seu pai se dedicou integralmente a ser o melhor pai do mundo. Eu e seu pai não sabemos mais o que é dormir uma noite toda. Meus sentimentos foram seriamente abalados por você. Eu descobri como sou uma pessoa insegura. Eu me vi várias vezes desejando voltar no tempo e te ter novamente dentro da minha barriga, atrás do meu escudo. Não era preciso muito para me fazer sentir que eu era a pior mãe do mundo, mesmo quando eu tinha tentado ser a melhor. Mas não te digo isso com mágoa ou como cobrança, com certeza não. Ninguém pediu para que eu fizesse isso, fiz porque isso me parecia o certo a fazer. Se existe um argumento que a maioria das mães vai usar em própria defesa é este: fizemos o que julgamos ser o melhor em cada situação. E sempre com muito amor! Ter filhos nos ensina que é possível amar uma pessoa 100% do tempo, mesmo quando essa pessoa erra ou insiste em nos desafiar. Apesar de tudo, ou por causa de tudo, depois de você nascer foi a época da minha vida em que me senti mais amada. Um amor totalmente desinteressado, puro e verdadeiro que vinha de você. Eu podia senti-lo em cada sorriso seu, no seu olhar, no som dos seus passinhos quando você corria para se atirar em meus braços e me prender com suas mãozinhas em um abraço delicioso. Eu sou muito grata por ter conhecido esse amor e espero que um dia você também possa experimentá-lo! E quero estar do seu lado para ver acontecer!
A cada dia que passa eu vejo o resultado de todo e qualquer esforço. Você está crescendo cheio de saúde e vida, descobrindo o mundo e enchendo nossa vida de significado! Você é uma pessoa que sempre esbanjou vitalidade e disposição para aproveitar cada instante! Apesar de minhas falhas e graças aos acertos, eu me alegro em perceber que a felicidade é uma constante em sua vida! E ver você feliz é a maior retribuição que o meu coração poderia desejar! Eu te amo filho! E não há nada no mundo, em nenhum momento, capaz de mudar isso.
Com amor, sua mãe! 
Katia Cristina Sousa Santos

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Voltei pra perguntar

Canção: Voltei pra perguntar Letra e Música: Fabio de Melo Interprete: Jatanael Alves

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Falando em descriminalização do aborto...

‘Isso não é um bebê. É um aborto!’: a tragédia de bebês nascidos vivos durante a prática do aborto

A matéria é um pouco antiga e com certeza não foi ela que me fez ser contra o aborto, nunca fui favorável à prática. Mas a leitura do texto só me fez pensar ainda mais nas crianças abortadas, pois é o que são: crianças retiradas do ventre de suas mães. Aliás, tenho que me corrigir, não sei se é correto dizer "retiradas do ventre de suas mães", não acredito que a mulher que se submete livremente ao aborto pode ser considerada mãe. Talvez essa mulher abriu mão do título, ela claramente se recusou a ser mãe quando optou por tirar a criança de seu ventre. Mas não quero julgar (mesmo que o faça em meu coração) essas mulheres, eu não posso julgá-las, não tenho esse direito. Deus nos deu sim o livre arbítrio para escolhermos e decidirmos o que quisermos. Mas acredito que o poder de escolha se limita ao que diz respeito somente a nós mesmos, a partir do momento em que vivemos em sociedade as nossas escolhas interferem na vida de nossos semelhantes. Aí está uma das razões que me faz ser contra o aborto: acredito que não tenho o direito de impedir alguém de viver. Mas e quando esse alguém foi gerado contra a vontade da mulher? Podem me dizer que foi estupro, que a camisinha furou, que a pílula não fez efeito, que a mãe corre risco, podem dizer que a criança tem um problema de saúde que vai matá-la de qualquer forma... A criança também não pediu pra ser gerada, mas aconteceu. Aí está a principal razão de eu ser contra o aborto: a criança. Não consigo pensar que alguém tenha coragem de matar um bebê, embrião ou feto. Independente da quantidade de dias ou semanas, eu acredito que é uma criança. Indefesa. 
Dói em meu coração pensar nas crianças que foram impedidas de viver. Eu choro por crianças que nunca conheci e que ninguém vai conhecer, porque foram privadas do direito de viver. Então penso: se essas mulheres mudassem de ideia, se esperassem as crianças nascerem, será que ainda iriam desejar ter abortado ao ver aquelas pequenas mãos tentando segurar alguma coisa? Iriam desejar ter abortado quando olhassem aquela boquinha sem dentes tentando esboçar o primeiro sorriso? Ou quando o bebê parasse de chorar apenas por sentir o cheiro ou a presença daquela que permitiu-lhe viver? 
É preciso muita coragem pra ser mãe e é preciso muita coragem pra não ser. Ao decidir abortar, a mulher está se libertando da prisão que é ser mãe. Porque ser mãe é isso, é viver aprisionada a uma barriga que cresce por várias semanas trazendo desconforto e dores por todo lado. É preocupar-se 100% do seu tempo com o bem estar daquela criança que chegou. Ser prisioneira de brincadeiras sem fim mesmo quando já anoiteceu. É ser a Mulher Maravilha, mais forte e mais rápida que todos; ou a fada que cura qualquer ferida com um beijo; ou ainda a malvada que obriga a calçar chinelos e a comer verdura, mas é sempre a malvada favorita. Ser mãe é morrer de amor todos os dias, independente do tempo que durar a vida que trouxemos ao mundo. É preciso muita coragem pra ser mãe e é preciso muita coragem pra não ser. 
Eu sei que a descriminalização do aborto não obriga a mulher a abortar, a escolha ainda é dela, apenas facilita a prática já que não será mais ilegal. 
Mas é preciso defender a vida, especialmente a vida dos indefesos. E é por causa deles que eu choro.